quarta-feira, 2 de abril de 2014

Deputada venezuelana cassada descreve abusos em programa idêntico ao “Mais Médicos”


Ditadura esquerdista – A deputada federal venezuelana Maria Corina Machado, cujo mandato foi cassado pela tropa bolivariana após fazer oposição ao governo de Nicolás Maduro, conversou com os parlamentares brasileiros na Comissão de Relações Exteriores do Senado durante a tarde desta quarta-feira (2).

Indagada sobre o programa de saúde Misión Barrio Adentro, que também utiliza mão de obra cubana, a venezuelana revelou detalhes que comprovam a semelhança entre a política pública bolivariana e o programa “Mais Médicos”. Além do senador Agripino Maia (RN), o Democratas foi representado pelos deputados federais Mendonça Filho (PE), Onyx Lorenzoni (RS) e Ronaldo Caiado (GO).

“Ela fez um relato idêntico ao que acontece no Brasil. São profissionais cubanos que recebem uma miséria, não foram avaliados pelo conselho federal de lá para saber se tinham as qualificações pra o exercício da medicina, e a quase totalidade do dinheiro vai para Cuba. Ou seja, exatamente como estão praticando no Brasil. É um modelo que o PT sequer foi original em criar. Nós estamos copiando um modelo venezuelano, um governo que não serve de parâmetro para lugar nenhum no mundo”, protestou Caiado.

Durante toda uma tarde, Corina respondeu a questionamentos de parlamentares governistas e de oposição e apresentou um relato de violência e autoritarismo por parte do governo de Nicolás Maduro. Ela ressaltou a censura imposta e a dificuldade em divulgar as atrocidades cometidas por agentes ou apoiadores do Estado.

“É preocupante ouvir os relatos do que está acontecendo na Venezuela e a semelhança com as tentativas feitas aqui no Brasil pelo PT. O controle da mídia lá é total, dando espaço apenas para aquelas campanhas que o governo decide. São em torno de três a quatro horas por dia só de propaganda do governo. Infelizmente, aqui, o governo brasileiro está seguindo a passos largos aquilo que o bolivarianismo implantou naquele país”, avaliou o democrata.

De acordo com os deputados, o Parlamento brasileiro tem o dever de dar apoio à deputada cassada e reconhecê-la enquanto estiver no País como uma integrante empossada da Assembleia Nacional Venezuelana.

Ucho.info

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