domingo, 23 de março de 2014

Venezuela: Jornalistas denunciam agressões da Guarda Nacional

 
AFP/ArquivosJuan Barreto
 
 Um total de 74 comunicadores foram agredidos por homens da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) durante protestos da oposição na Venezuela, denunciou neste domingo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) em uma reunião com a GNB, que se comprometeu a frear os ataques. 

O SNTP expressa sua "preocupação com as consecutivas violações dos direitos humanos que vêm ocorrendo nas últimas semanas na Venezuela, particularmente agressões e ataques contra jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, meios de comunicação e cidadãos no exercício da info-cidadania", destacou uma denúncia entregue à GNB.

De 12 de fevereiro, quando começaram os protestos maciços em Caracas, a 22 de março, "foram registradas 74 agressões por parte de funcionários da GNB" contra trabalhadores da imprensa, "inclusive 32 casos de intimidação, 18 casos de detenções, 13 casos de agressões físicas, e 11 casos de roubos de equipamentos de trabalho e de material fotográfico ou audiovisual", acrescentou.

A denúncia foi feita durante reunião de um grupo de comunicadores com comandos da GNB em Caracas e na qual os militares se comprometeram a empreender ações para parar com as agressões a profissionais da imprensa.

O general Manuel Quevedo, um dos dirigentes da GNB, admitiu que têm sido cometidos excessos e se comprometeu a "minimizar focos de violência contra jornalistas". 

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