sábado, 22 de março de 2014

Senadores cobram responsabilidade da presidenta sobre Petrobrás

Numa ação conjunta, os parlamentares Randolfe Rodrigues (Psol-AP), Pedro Simon (PMDB-RS), Ana Amélia (PP-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) decidiram recorrer à procuradoria-geral da República para cobrar explicações da presidente Dilma Rousseff sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas; nesta sexta-feira, o ex-procurador-geral, Roberto Gurgel, classificou o caso como "gravíssimo"; conselheiros da estatal externaram posições que corroboram o que foi dito pela presidente

A compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras deve chegar à procuradoria-geral da República. É o que pretendem fazer, numa ação conjunta, cinco senadores da base aliada. São eles: Randolfe Rodrigues (Psol-AP), Pedro Simon (PMDB-RS), Ana Amélia (PP-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

A decisão de levar ou não o caso adiante será do procurador-geral, Rodrigo Janot. Nesta sexta-feira, o antecessor de Janot, Roberto Gurgel qualificou o caso como "gravíssimo" e disse que a presidente Dilma, em tese, poderia ser investigada pela PGR.

Em nota divulgada na quarta-feira, a presidente afirmou que votou favoravelmente à compra de Pasadena, como integrante do conselho de administração da Petrobras, porque recebeu um parecer "falho" e "omisso" da diretoria. Depois disso, outros ex-integrantes do conselho da companhia, como Jorge Gerdau, da siderúrgica Gerdau, e Fábio Barbosa, da Abril, corroboraram a posição de Dilma.

Os senadores, no entanto, não estão satisfeitos com as explicações e pretendem fazer a presidente sangrar com o tema. Randolfe Rodrigues é candidato à presidência da República. Rollemberg é um dos braços direitos do também presidenciável Eduardo Campos. Ana Amélia concorrerá ao governo do Rio Grande do Sul, contra o petista Tarso Genro. Simon, por sua vez, deve apoiar Aécio Neves. E Cristovam Buarque se afastou do PT desde que deixou o Ministério da Educação, após ser demitido pelo ex-presidente Lula.

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