domingo, 23 de março de 2014

Cópia de protesto se espalha pela América Socialista:

Chilenos participam de primeira marcha do mandato de Bachelet

AFP MARTIN BERNETTI
Milhares de chilenos participaram, neste sábado, de uma marcha com uma variedade pauta de manifestações, de uma nova Constituição a um meio ambiente livre de contaminação, em defesa do aborto terapêutico e do casamento entre homossexuais, entre outras, na primeira marcha sob o governo da socialista Michelle Bachelet.

Batizada por seus organizadores de "A Marcha de todas as Marchas", 40 organizações sociais, que incluíam minorias sexuais, defensores dos animais, ambientalistas, pessoas com necessidades especiais e doentes, ateus, músicos, indígenas e imigrantes, se manifestaram cada uma reivindicando suas próprias demandas.

A manifestação tinha sido convocada meses antes da posse de Bachelet em 11 de março e, segundo os organizadores, tem como objetivo tornar visível o movimento social perante o novo Executivo.

Esteve de fora da convocação a Confederação de Federação de Estudantes (Confech), que reúne o movimento estudantil e que desde 2011 lidera as mais maciças manifestações pedindo educação pública gratuita e de qualidade, bem como a principal central sindical do país, a CUT.

Bachelet afirmou há um par de semanas atrás que entendia a convocação desta marcha como um apoio ao seu programa de reformas educacional, tributária e constitucional, e uma maior pressão das ruas ao Congresso para que as aprove.

Sob uma temperatura superior aos 34 graus, a marcha transcorreu de forma pacífica pelo centro de Santiago até o parque Florestal, onde terminou com um ato cultural e musical ao qual milhares de famílias assistiram.

Os organizadores estimaram em 150 mil os participantes, enquanto a polícia ainda não tinha estimativas oficiais.

"Pela primeira vez, mais de 40 organizações sociais que representam as mais variadas causas se punem, dando conta de um solidário poder cidadão que estabelece as bases para futuras e novas mobilizações", destacou em um comunicado o presidente do Movimento de Libertação dos Homossexuais (Movilh), Rolando Jiménez.

Ao concluir o percurso, grupos isolados de encapuzados se enfrentaram e atiraram pedras na polícia, que os repeliu com jatos d'água.

"Houve grupos muito menores que criaram distúrbios, mas não comprometem o ato em nada", disse o intendente da Região Metropolitana, Claudio Orrego.

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