sexta-feira, 28 de março de 2014

Após acolher pedófilo no Planalto, Dilma não tem moral para falar sobre violência contra a mulher

ÓLEO DE PEROBA. -- NO BRASIL ,INCOERÊNCIA E OPORTUNISMO SÃO AS MOLAS PROPULSORAS DA POLITICA.


Fonte: Aqui

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Óleo de peroba – No Brasil, incoerência e oportunismo são as molas propulsoras da política. E a presidente Dilma Rousseff sabe que essa receita funciona no país em que a extensa maioria da população é ignorante politicamente.
 
Vivendo uma crise institucional grave e pressionada pelos efeitos colaterais do escândalo da refinaria texana de Pasadena, Dilma não perdeu tempo e pegou carona na pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a percepção dos brasileiros em relação à violência e à discriminação contra as mulheres.

 De acordo com a pesquisa, 65% dos entrevistados entendem que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.
 O levantamento aponta também que 58,5% dos entrevistados concordaram que, “se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”. Esses dois dados mostram a cultura machista e retrógrada que impera no País.
 
Um dia após a divulgação dos resultados da pesquisa do Ipea, Dilma usou sua conta no Twitter para postar mensagens sobre o tema. Em seu microblog, a presidente defendeu “tolerância zero à violência contra a mulher”.
 
Qualquer tipo de violência ou intolerância é inaceitável, em especial as praticadas contra as mulheres. Essa é a linha de pensamento dos jornalistas e colunistas do ucho.info, que conhecem de perto o modus operandi do Partido dos Trabalhadores nos subterrâneos do poder.
 
Com a popularidade em queda e preocupada com o seu projeto de reeleição, Dilma Rousseff precisa conquistar parte do rebanho eleitoral perdido. Por isso pegou carona em tema tão polêmico. 
 
Dilma não tem moral para tratar do assunto, pois aceitou que o pedófilo Eduardo Gaievski não apenas trabalhasse a poucos metros do seu gabinete, mas que cuidasse dos programas do governo voltados para crianças e adolescentes. 

Qualquer servidor ou quem ocupa cargo comissionado nos altos escalões do governo tem a vida pregressa vasculhada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) e pela Agência Brasileira de Inteligência, que avalizam a indicação ao cargo. 
 
Além de concordar com a indicação do pedófilo para o cargo, Dilma adotou estranho e obsequioso silêncio depois que Gaievski foi preso pela polícia do Paraná. O petista Eduardo Gaievski continua preso na Penitenciária de Francisco Beltrão, interior paranaense, acusado de dezenas de estupros de meninas menores de idade, sendo que alguns desses crimes foram cometidos contra vulneráveis (menores de 14 anos). 
 
As vítimas desse delinquente sexual mereciam, ao menos, uma manifestação da presidente, que se omitiu de forma vergonhosa. Sendo assim, Dilma perdeu a oportunidade de não se pronunciar no Twitter ou, então, aproveitar a chance para falar sobre o monstro da Casa Civil. 

quinta-feira, 27 de março de 2014

Embaixador da Ucrânia pede que Brasil não fique "em cima do muro"

COMISSÕES
27/03/2014 12h05
Embaixador da Ucrânia pede a Brasil para não ficar "em cima do muro" sobre Crimeia

Na CRE, Tronenko citou países da América Latina que se declararam contra separação da Crimeia

O embaixador da Ucrânia, Rostyslav Tronenko, pediu nesta quinta-feira (27) ao governo brasileiro para não ficar “em cima do muro” em relação à invasão da Crimeia, até então parte integrante do território ucraniano, por tropas russas, e sua posterior anexação à Federação Russa. Em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), ele recordou que outros países da América Latina – como Argentina, México, Panamá e Costa Rica – já se manifestaram pela integridade territorial da Ucrânia.

- O mundo e o Brasil devem ajudar a Ucrânia a enfrentar essa agressão flagrante. Pedimos que não fiquem em silêncio. A Ucrânia está pronta para dialogar e envolver negociadores internacionais, somos um povo de paz. Mas nunca vamos ceder e comprometer a nossa soberania. Ninguém está pedindo ao Brasil para comprar uma briga por causa da Ucrânia, mas não queremos que nosso parceiro estratégico fique em cima do muro, um país que pretende ocupar um lugar no Conselho de Segurança da ONU – afirmou em português Tronenko, que é casado com uma brasileira.

Ao responder a uma pergunta do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da CRE, sobre a legalidade do plebiscito que mostrou a maioria da população da Crimeia a favor da anexação da península à Federação Russa, o embaixador afirmou que o plebiscito foi “inconstitucional à luz do Direito ucraniano e do Direito Internacional” e foi realizado sem a presença de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU).

- Como província da Ucrânia, apenas nosso Parlamento poderia propor o plebiscito. A pergunta deveria ser se querem ou não se tornar independentes da Ucrânia. Caso a resposta fosse positiva, uma vez independente, a Crimeia poderia buscar sua anexação à Rússia em novo plebiscito. Estariam assim cumpridas as formalidades legais – observou Tronenko.

Durante o debate, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) questionou se o resultado do plebiscito teria sido diferente se realizado em “condições adequadas”. Por sua vez, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse não saber onde o Direito Internacional teria sido ferido, como havia enfatizado o embaixador.

- Se o Direito preza pela soberania territorial, também preza pela autodeterminação dos povos. E a história da Crimeia se entrelaça com a da Rússia – afirmou Vanessa, que relatou ter estado em Moscou no momento da invasão da Crimeia e ter percebido uma “grande unanimidade” na sociedade russa a favor da operação.

Já o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) disse ter sentido a impressão de que a população teria sido coagida no plebiscito na Crimeia. Ele concordou com o embaixador a respeito da necessidade de o Brasil tomar uma posição mais clara a respeito do tema.

- O que mais se tem de respeitar é a soberania. O Brasil precisa sair de cima do muro, sim. Ou é parceiro ou não é. Ficar em cima do muro não contribui com nada – alertou Cyro.


Marcos Magalhães
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

A resposta balcânica ao referendo da Crimeia





Foto: RIA Novosti

Os países da antiga Iugoslávia deveriam criticar o direito dos habitantes da Crimeia à autodeterminação. A maioria deles alcançou sua independência precisamente através de referendos apoiados pelo Ocidente, e alguns mesmo através da guerra.


É por isso que hoje são de estranhar as duras declarações provenientes dos Bálcãs relativamente à questão da Crimeia e mesmo a aplicação de sanções pela Macedônia em relação à Rússia. No entanto é precisamente este país o que mais depende dos investimentos russos.

Os políticos da UE e dos EUA nos países balcânicos recordaram imediatamente a esses governos quais eram as suas obrigações. Assim, o chefe da representação da União Europeia na Sérvia, Michael Davenport, declarou que a crise ucraniana era muito séria, e que a UE esperava dos “países-candidatos um apoio às suas posições em política exterior”.

Entretanto, segundo informou o primeiro vice-premiê do governo tecnocrático sérvio Aleksandar Vucic, a Sérvia não irá ceder às pressões de Bruxelas e não irá decretar sanções com proibições de viagens e “congelamento” de contas bancárias de políticos da Rússia e da Crimeia: “A Sérvia está a caminho da UE, ela cumpre as suas obrigações, mas não irá hostilizar a Rússia.” Isso foi comentado pelo vice-premiê da Federação Russa Dmitri Rogozin na sua página do Facebook: “O partido de Aleksandar Vucic, que venceu as eleições, não pretende ladrar contra a Rússia. Nós não iremos esquecer isso.”

Também na Bósnia e Herzegovina o desejo de agradar a Bruxelas não é partilhado por todos. O membro sérvio da Presidência, Nebojsa Radmanovic, referiu: “A presidência da Bósnia e Herzegovina não irá aderir à declaração da União Europeia sobre a situação na Ucrânia porque durante o processo de consultas não foi atingido um consenso entre os membros da presidência da Bósnia e Herzegovina, o qual é necessário em assuntos de política externa.” Ele tinha votado contra.

A posição dos sérvios da Bósnia é clara. O presidente da República Sérvia da Bósnia, Milorad Dodik, felicitou o povo da Crimeia pelo seu referendo democrático e bem organizado sobre a sua unificação com a Rússia. O embaixador da Federação Russa na Bósnia e Herzegovina, Alexander Botsan-Kharchenko, agradeceu ao presidente da República Sérvia da Bósnia o seu apoio à população da Crimeia. Já a embaixada da Ucrânia na Bósnia classificou a posição de Dodik como “abertamente hostil à Ucrânia”.

Para a Croácia, a posição da Rússia relativamente à Crimeia é mais que inadmissível, mas o país não tenciona introduzir sanções. Pelo menos até ao próximo passo de Moscou. Isso se deve ao fato de se aproximar a época turística e a Croácia, que registrou no ano passado uma enorme quebra no turismo devido à introdução de vistos para os turistas russos, não quer agravar ainda mais a sua situação econômica.

A Eslovênia também não reconhece os resultados do referendo da Crimeia. Apesar de o ministro das Relações Exteriores Karl Erjavec considerar que “sanções duras podem empurrar a Rússia para medidas mais drásticas e então serão fechadas as portas para o diálogo político. A Eslovênia é, de todos os países da UE, quem tem melhores relações com a Rússia, que para nós é um parceiro econômico muito importante”.

Já o Montenegro e a Albânia aderiram às sanções da UE contra a Federação Russa. Isso apesar de no Montenegro os turistas russos representarem um terço do fluxo total de turistas, com quase 300 mil por ano.

Qual foi a resposta da Rússia? Na recente grande mostra internacional de turismo realizada na Rússia (MITT - Viagens e Turismo) os operadores turísticos russos ignoraram o pavilhão do Montenegro, preferindo os expositores da Turquia, Itália e outros países, lamentou o presidente da Associação de Turismo do Montenegro, Zarko Radulovic. Parece que a adesão do governo montenegrino às sanções da UE irá predeterminar os resultados da próxima época balnear das costas do Montenegro. Sim, o primeiro-ministro do Montenegro Milo Djukanovic afirmou em Bruxelas que “o Montenegro não é uma praia de Moscou”, mas um país soberano com padrões democráticos desenvolvidos, contudo até no seu país haverá muitas vozes discordantes.

Em geral, podemos dizer que as decisões diplomáticas dos países dos Bálcãs relativamente à questão da Crimeia dependem em muito das suas ligações econômicas à Rússia. Tendo em conta os apelos de Bruxelas e de Washington, esses países tentam analisar a situação de um ponto de vista pragmático. Todos, excetuando o Montenegro, o qual parece ter assumido abertamente uma posição anti-russa, tendo esquecido os 300 anos de amizade que a unem à Rússia.

Ditadura na Venezuela dá outro sentido ao tolerável



LEOPOLDO, LÓPEZ, THE NEW YORK TIMES – O Estado de S.Paulo


Enquanto escrevo essas palavras na prisão militar de Ramo Verde, em Los Teques, me espanta o tanto que muitos venezuelanos sofreram. Por 15 anos, a definição de “intolerável” na Venezuela declinou progressivamente até que, para nosso horror, nos vimos com uma das taxas de assassinato mais altas do mundo, uma inflação de 57% e uma escassez de produtos de primeira necessidade sem precedentes fora de um período de guerra.

À nossa estropiada economia soma-se um clima político igualmente opressivo. Desde o início dos protestos estudantis, no dia 4 de fevereiro, mais de 1,5 mil manifestantes foram detidos e mais de 50 teriam sido torturados enquanto estavam sob custódia policial. Mais de 30 pessoas, incluindo forças de segurança e civis, morreram nas manifestações. O que começou como uma marcha pacífica contra o crime em um câmpus universitário expôs as profundezas da criminalização da dissidência pelo governo.

Estou preso há mais de um mês. No dia 12 de fevereiro, conclamei os venezuelanos a exercerem seus direitos legais ao protesto e à liberdade de expressão – mas, para fazê-lo pacificamente e sem violência. Três pessoas foram baleadas e mortas naquele dia. Uma análise do vídeo divulgado pelo jornal Ultimas Noticias determinou que os tiros partiram de soldados à paisana.

Depois daquele protesto, o presidente Nicolás Maduro ordenou minha prisão por acusações de assassinato, incêndio criminoso e terrorismo. Para a Anistia Internacional, as acusações parecem “uma tentativa politicamente motivada de silenciar a oposição”. Até hoje, não foram apresentadas evidências.

Em breve, mais prefeitos de oposição eleitos por maiorias esmagadoras nas eleições de dezembro se juntarão a mim atrás das grades. Na semana passada, o governo deteve o prefeito de San Cristóbal, onde os protestos estudantis começaram, e também o prefeito de San Diego, que foi acusado de desobedecer a uma ordem para retirar barricadas de manifestantes (os dois foram condenados, respectivamente, a 1 ano e a 10 meses de prisão).

No entanto, não ficaremos em silêncio. Alguns acreditam que denunciar só antagoniza o partido governante, convidando Maduro a agir com maior presteza para nos privar de nossos direitos, além de fornecer uma distração conveniente da ruína econômica e social do país. Esse caminho se assemelha a uma vítima de abusos permanecer em silêncio por temer novas punições.

Mais importante, milhões de venezuelanos não podem se dar o luxo de esperar por mudanças que nunca chegam. Precisamos continuar falando, agindo e protestando. Não podemos permitir que nossos nervos fiquem anestesiados para os consistentes abusos de direitos em curso. Precisamos dar continuidade a uma agenda pelas mudanças. A liderança da oposição esboçou uma série de ações necessárias para avançarmos.

As vítimas de repressão, abusos e tortura, bem como parentes dos que morreram, merecem justiça. Os responsáveis precisam renunciar. Os grupos paramilitares pró-governo, ou “coletivos”, que tentaram silenciar os protestos pela violência e intimidação, devem ser desarmados.

Todos os presos políticos e dissidentes que foram obrigados a se exilar em razão do governo, bem como todos os estudantes que foram presos por protestar, devem ser soltos ou ter permissão de voltar ao país. A isso deve-se seguir a restauração da imparcialidade de importantes instituições civis, entre as quais o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e o Judiciário.

Para colocar nossa economia no rumo certo, precisamos investigar as fraudes cometidas por nossa comissão cambial. Pelo menos US$ 15 bilhões foram canalizados para empresas fantasmas e para propinas no ano passado, uma medida que contribuiu diretamente para a espiral inflacionária e a escassez severa que nosso país vem sofrendo.

Finalmente, precisamos de um engajamento real da comunidade internacional, particularmente na América Latina. A resposta corajosa de organizações de direitos humanos contrasta fortemente com o silêncio vergonhoso de muitos vizinhos da Venezuela. A Organização dos Estados Americanos (OEA), que representa nações do continente, se absteve de qualquer liderança real na crise atual de direitos humanos e no espectro que se avizinha de um Estado falido, apesar de ter sido criada para tratar de questões dessa ordem.

Silenciar é ser cúmplice da espiral descendente do sistema político, da economia e da sociedade venezuelana, para não mencionar a miséria contínua de milhões. Muitos líderes atuais da América Latina sofreram abusos similares em seu tempo e não deveriam ser cúmplices silenciosos dos abusos correntes.

Para os venezuelanos, uma mudança no governo pode ser realizada inteiramente dentro de um arcabouço constitucional e legal. Devemos defender os direitos humanos, a liberdade de expressão, o direito à propriedade, à habitação, à saúde e à educação, a igualdade dentro do sistema judicial e, claro, o direito de protestar. Esses não são objetivos radicais. São os constituintes básicos de uma sociedade. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

É UM DOS PRINCIPAIS LÍDERES

OPOSICIONISTAS DA VENEZUELA E

ESTÁ PRESO HÁ MAIS DE UM MÊS

FONTE: O Estado de S. Paulo

Cotas raciais na UnB: gêmeo idêntico é barrado


Universidade usa o critério cor para selecionar os candidatos cotistas.
Segundo a UnB, a análise do recurso será anunciada no dia 6 de junho.

Filhos de pai negro e de mãe branca, os irmãos gêmeos univitelinos (idênticos) Alex e Alan Teixeira da Cunha, de 18 anos, não tiveram a mesma sorte ao se inscrever no sistema de cotas para o vestibular do meio do ano da Universidade de Brasília (UnB): Alan foi aceito pelos critérios da universidade e Alex não.

Ao contrário da maioria das universidades que possuem cotas, a seleção de alunos para o sistema de cotas na UnB não leva em conta o critério socioeconômico e sim a cor do vestibulando. Para concorrer, os candidatos obrigatoriamente se dirigem até um posto de atendimento da universidade e tiram fotos no Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe/UnB), responsável pela aplicação da prova.

Essas fotos são anexadas na ficha de inscrição e passam pela avaliação de uma banca, que vai decidir quem é e quem não é negro. Caso o vestibulando não seja aceito para concorrer no sistema de cotas do vestibular, ele automaticamente é transferido para a concorrência universal do processo seletivo.

Esta é a terceira vez que os irmãos Alan e Alex se inscrevem para o vestibular da UnB, mas é a primeira vez que eles optaram pelo sistema de cotas. Alan, que é contrário ao uso das cotas raciais, quer estudar educação física. Alex, que afirmou não ter uma posição definida sobre o assunto, pretende cursar nutrição.

Alex (de boné) não foi aceito no sistema de cotas da UnB. Seu irmão Alan foi aceito.

"Resolvemos nos inscrever pelas cotas porque elas existem e têm que ser usadas. Além disso, a nota de corte para os candidatos cotistas é mais baixa que a nota de corte dos candidatos do sistema universal. Já que posso usar esse recurso, resolvi aproveitar", disse Alex, que entrou com um recurso na UnB para que a universidade reavalie a sua condição de negro.

Alan é contra o sistema de cotas raciais e diz que o que aconteceu com ele e com o irmão é o melhor exemplo para mostrar que o método não funciona. "Somos gêmeos idênticos e eu fui aceito, ele não. Acho que as cotas deveriam ser para candidatos carentes, que não têm condições de pagar uma boa universidade", disse.

No final, a universidade "reconheceu" que o gêmeo também era negro.(!)

Fonte: O Globo

GRAÇA FOSTER, PRESIDENTE DA PETROBRAS, REPETE LULA E DILMA, DIZENDO QUE NÃO SABIA DE NADA

Não acredito!
Luana Pavani
Agência Estado

SÃO PAULO – A presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou que na segunda-feira, 24, tomou a decisão de abrir uma comissão interna para investigar a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.

Em entrevista ao jornal O Globo, a presidente da Petrobrás afirmou que o caso não vai ficar “pedra sobre pedra”.

Graça revelou que havia, na época da aquisição, um comitê de proprietários de Pasadena no qual o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa era representante da Petrobrás.

Irritada, Graça reclamou que desconhecia a existência do comitê – que atuava acima do Conselho de Administração da estatal. Após processo arbitral da estatal brasileira com os sócios belgas na refinaria, em 2008, o comitê deixou de existir.

Segundo ela, no entanto, ainda não foram encontradas irregularidades na atuação do comitê no caso de Pasadena.

Graça também mostrou indignação com a possibilidade não saber tudo que deveria sobre Pasadena: “eu não posso não saber de alguma coisa neste momento em relação à Pasadena...”, afirmou, na entrevista ao Globo.

De acordo com Graça Foster, a companhia terá até 45 dias para se manifestar “sobre uma série de processos que já estavam em avaliação de forma administrativa”.

Ainda na entrevista, a presidente da Petrobrás evitou comentar se as denúncias têm cunho político e admitiu que não foi feita auditoria na refinaria Abreu e Lima, envolvida em suspeitas de superfaturamento. “Não há materialidade hoje que justifique isso”.

Em 2005, a empresa belga Astra Oil comprou a refinaria de Pasadena por US$ 42,5 milhões. No ano seguinte, a Petrobrás adquiriu 50% do ativo por US$ 360 milhões. Em 2012, após disputa judicial, a companhia teve de comprar o restante da refinaria, num desembolso total de US$ 1,18 bilhão.

Confira os senadores que assinaram a CPI da Petrobras


Ontem à noite, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) anunciou da tribuna que a Oposição havia reunido mais do que as 27 assinaturas necessárias para requerer a instalação da CPI da Petrobras, que funcionará no Senado. Enquanto isso, na Câmara, os deputados de Oposição buscam reunir um mínimo de 171 assinaturas para reunir com os apoios do Senado e instalar uma CPMI, Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, unindo as duas casas. Informações circulam que as assinaturas já foram colhidas. É importante, agora, focar na sustentação das assinaturas dos senadores da base, que serão pressionados a voltar atrás. Abaixo, os nomes dos senadores que apoiaram a criação da CPI no Senado.


OPOSIÇÃO

1 - Aécio Neves (PSDB-MG)
2 - Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
3 - Ruben Figueiró (PSDB-MS)
4 - Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
5 - Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
6 - Jayme Campos (DEM-MT)
7 - Álvaro Dias (PSDB-PR)
8 - Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
9 - Mário Couto (PSDB-PA)
10 - Agripino Maia (DEM-RN)
11 - Cyro Miranda (PSDB-GO)
12 - Cícero Lucena (PSDB-PB)
13 - Lúcia Vania (PSDB-GO)
14 - Aloysio Nunes (PSDB-SP)
15 - Paulo Bauer (PSDB-SC)
16 - Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
17 - Vicentinho Alves (SDD-TO)
18 - João Capiberibe (PSB-AP)
19 - Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
20 - Lídice da Mata (PSB-BA)


INDEPENDENTES

21 - Pedro Simon (PMDB-RS)
22 - Ana Amélia (PP-RS)
23 - Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
24 - Pedro Taques (PDT-MT)
25 - Cristovam Buarque (PDT-DF)


BASE

26 - Sérgio Petecão (PSD-AC)
27 - Eduardo Amorim (PSC-SE)
28 - Clésio Andrade (PMDB-MG)


OPOSIÇÃO (estava fora, mas assinou)

29 - Wilder Morais (DEM-GO)

Fonte: Aqui

quarta-feira, 26 de março de 2014

Quais investimentos importam?


Venezuela: Tudo começou com médicos cubanos...


13 mil leitos do SUS a menos


Desaparecidos políticos da Ditadura

Será que daqui a 50 anos os petistas serão condenados pelas milhares de crianças desaparecidas todo ano durante esta gestão por falta de investimentos em segurança pública, e favorecimento de outras políticas, como construção de estádios e portos em Cuba?

Por quê a Globo não fala sobre a Venezuela?


AJUDEM A OEA E A TV GLOBO A "ENXERGAR" O QUE OCORRE NA VENEZUELA...








MÃE DE MINISTRO DA JUSTIÇA DECIDE SOLICITAR NACIONALIDADE PORTUGUESA

Diário do Poder



A mãe do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) requereu cidadania portuguesa. A decisão de d. Zilda Tavera Cardozo se deve a “razões pessoais” e, segundo jura a assessoria do filho, ela não tem a intenção de mudar de país, como têm feito muitos brasileiros assustados com o crescimento da criminalidade. Nem tem a ver com a perda de confiança em autoridades, como seu filho, para garantir vida segura aos brasileiros.

INCLUA-ME FORA
Ressaltam assessores do ministro-chefe da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança: só a mãe dele pediu cidadania portuguesa.

ABRINDO CAMINHO
Segundo legislação portuguesa, filho de mãe com nacionalidade lusitana ganha idêntico direito. E o valioso passaporte europeu.

LÍQUIDO E CERTO
Também é lei em Portugal: até bisneto de português pode ganhar nacionalidade se avós, pai ou mãe, como d. Zilda, a solicitarem antes.

EURO-PETISMO
A família do ex-ministro Antonio Palocci e a mulher e os filhos de Lula já têm cidadania italiana. O que pretendem fazer com ela é um mistério.

Ministros participam de audiência pública e não respondem perguntas sobre Petrobras e Mais Médicos

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Silêncio obsequioso – A audiência pública realizada, na tarde desta quarta-eira (26), pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, que contou com a participação de três ministros, terminou com mais perguntas do que respostas.
Os ministros Jorge Hage (Controladora-Geral da União) eGilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) evitaram responder ao questionamento sobre a leniência dos órgãos federais que demoraram sete anos para demitir Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras, apontado como um dos principais responsáveis pelo escândalo da compra de uma refinaria em Pasadena. A indagação foi feita pelo líder do Democratas na Casa, Mendonça Filho (PE).
“Por que se levou tanto tempo para entender que o Cerveró deveria ser demitido? É uma coisa normal? Aceitável? Por que foi tanto tempo depois que a CGU resolver instalar um processo disciplinar? E por que a presidente, que estava ciente do negócio, não recomendou essa apuração? É incompetência, ou conivência com a corrupção?”, confrontou.
Ambos os titulares do Executivo evitaram responder sob a argumentação de que fugiria ao tema da audiência: as irregularidades constatadas em convênios entre órgãos federais e ONGs e o recente episódio da quebradeira do MST na Praça dos Três Poderes que terminou com 30 policiais feridos.
Em outro momento, o ministro do Trabalho foi questionado pelo deputado Ronaldo Caiado (Democratas-GO) sobre a omissão de sua pasta em relação às constatadas irregularidades trabalhistas que configuram o contrato de médicos cubanos no programa “Mais Médicos”.
“Um convênio que não só fere a Constituição, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e a Declaração Universal dos Direitos Humanos; ele desrespeita também a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Com todas essas agressões eu pergunto: você, enquanto ministro de Estado, teve que se calar pela imposição da Presidência e descumprir o que jurou exercer?”, perguntou Caiado. O ministro também se recusou comentar o assunto.
Quebra-quebra
Durante a audiência, Gilberto Carvalho voltou a defender os integrantes do MST que participavam de uma feira financiada por Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e BNDES e protagonizaram um quebra-quebra na Praça dos Três Poderes ao tentar invadir o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, seria uma mentira a tentativa de invasão ao STF e a responsabilidade sobre a confusão seria dos 250 policiais militares que tentaram conter os 15 mil sem-terra que marchavam.
“O objetivo do apoio governamental é sempre envolver empresas estatais como Petrobras, Caixa e BNDES para operar essa cadeia que tem no seu bojo a intenção de movimentar essas organizações como massa de manobra de quem está no poder. Por isso, ele as protege”, acusou Mendonça.

Onde estão as patrulhas de preconceito racial?

Bando de canalhas, que só sabem fazer perseguição política contra quem é oposição destes bandidos do PT. Se manifestem agora contra estes que são da mesma corja de vocês!


Aécio lidera senadores e CPI da Petrobras está garantida no Senado.



Brasília – O PSDB e a bancada de oposição no Senado, com o apoio de parlamentares da base aliada, reuniram 29 assinaturas em apoio à instalação da CPI da Petrobras. O número excede o quórum mínimo para a criação de uma comissão na casa, que é de 27 assinaturas. Logo após a sessão, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu uma entrevista coletiva à imprensa. Confira abaixo:

Sobre o número necessário de assinaturas no Senado para instalação de CPI ter sido alcançado.
Com a confirmação dos apoiamentos do PSB, temos 29 assinaturas. O necessário seriam 27. Por isso, tomamos a decisão de protocolar ainda hoje, no Senado, a CPI no Senado Federal. E vamos, na semana que vem, continuar colhendo assinaturas na Câmara para que ela seja uma CPMI, portanto, mista. Mas já temos CPI no Senado. E não alcançando o quórum na Câmara ela deverá ser instalada no Senado Federal.Faremos isso com responsabilidade, com serenidade. O que não podemos aceitar mais é essa terceirização de responsabilidades, é uma denúncia atrás da outra. A Petrobras foi violentada nas suas melhores tradições de correção, de seriedade, e foi aviltada no seu patrimônio. A Petrobras vale hoje menos da metade do que valia há quatro anos. Não podemos aceitar isso passivamente. Foi um bom momento para o Senado Federal, um momento de altivez. Quero cumprimentar inclusive, ou em especial, os senadores da base governista que nos deram o número necessário à instalação dessa CPI.

Mas o protocolo por si só não garante a instalação da CPI. O governo mesmo falou que vai atrás de senadores para convencê-los a retirar a assinatura.
Quero crer que um senador da República que coloca seu apoiamento em uma matéria de tamanha relevância não vai tirar sua assinatura, porque terá que dar muitas explicações. E, na verdade, obtendo o número de assinaturas necessário, o presidente do Senado só tem uma alternativa, instalar a comissão. Não cabe a ele discussão sobre mérito, não cabe a ele qualquer tipo de recurso. Cabe a ele ler a instalação da comissão e solicitar aos líderes que façam a sua composição. A CPI está com seu número garantido no Senado.Tenho convicção que nenhum senador da República irá desdizer a si próprio e irá permitir que sua assinatura seja retirada por maiores que sejam as pressões do governo, que sabemos, inclusive, já começaram.

E na Câmara?

Alguns setores dissidentes da base governista têm mostrado interesse em assiná-la. Por isso, quando propus a apresentação dos dois requerimentos era quase que uma defesa nossa. Conseguimos no Senado, apresentamos no Senado e foi o que fizemos. Já temos a CPI no Senado. Se conseguirmos na Câmara, acho que seria interessante também ter a Câmara participando dessas investigações. Vamos da preferência à CPMI, à Comissão Parlamentar Mista. Mas semana que vem é o prazo. Se semana que vem não alcançarmos o número de assinaturas necessárias na Câmara, 171, vamos colocar em funcionamento a CPI no Senado e esclarecer o que foi que aconteceu com a mais importante empresa brasileira desde que o PT dela tomou posse.

Dois tipos de pessoas...


Capitalismo latino-americano mantendo a ilha da fantasia





O fato é que o socialismo/comunismo é um sistema exproriador/parasitário. Cuba foi muito bem enquanto mantida pela então URSS; atualmente é mantida pelo petróleio venezuelano (note bem: o mantra é que os EUA são "expropriadores").
Com a tragédia bolivariana avançando, será que os demais kumpanheiros-presidentes continuarão bancando a ditadura cubana?

Kasparov: "Cada vez que se adia a resposta forte contra um ditador, o preço sobe"


A Rússia, comandada por um ex-espião, cada vez mais se aproxima dos governos de esquerda da América Latina. Veja a posição de Kasparov, campeão mundial de xadrez, sobre Vladimir Putin.
Garry Kasparov, campeão do mundo de xadrez durante 15 anos, viaja desde Fevereiro com um passaporte da Croácia: a nova cidadania, como explicou ao PÚBLICO, é uma garantia de liberdade de movimentos. Por causa da sua oposição ao regime de Vladimir Putin, que descreve como uma ditadura, Kasparov deixou a Rússia para poder chamar a atenção do mundo para o que se passa dentro do seu país. “A Rússia foi feita refém por um gangue de criminosos”, observa.
Numa paragem no Porto, onde entregou os prémios do Campeonato Europeu de Veteranos, organizado pela Federação Portuguesa de Xadrez, Garry Kasparov discutiu o referendo da Crimeia, manifestou o seu pessimismo quanto à atitude das potências ocidentais face à crise e animou-se ao comentar a campanha para a presidência da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) – um processo que diz ser mais justo do que a sua candidatura falhada contra Putin em 2007.
Tem escrito vários editoriais sobre a actual crise na Crimeia, que no domingo decidiu em referendo a separação da Ucrânia e integração na Federação Russa. Esse processo não foi reconhecido pela União Europeia e os Estados Unidos, que esta segunda-feira anunciaram sanções contra vários dirigentes.
Acabei de ler que o Ocidente aplicou sanções, mas o que li é uma piada. É uma reacção extremamente débil, que mostra que o Ocidente não tem determinação suficiente para se opor à agressão e nem sabe muito bem o que fazer, uma vez que ainda está a falar numa solução diplomática. Mas qual solução diplomática? Não se negoceia com terroristas. O que aconteceu na Crimeia foi a primeira vez desde 1945 que se fez uma anexação – quer dizer, excepto quando Saddam Hussein anexou o Kuwait.
Em 2008, o Exército de Putin invadiu a Geórgia…
Sim, mas não anexou – e essa é uma distinção importante. Nessa altura foram tímidos e nunca tentaram oficializar a anexação – embora o tenham feito, de facto. Tiveram pudor em integrar a Ossétia do Sul e a Abkházia na Rússia. Se tivesse havido uma reacção mais forte em 2008, talvez se tivesse evitado esta crise. Cada vez que se adia a resposta forte contra um ditador, o preço sobe. Porque ele não vai parar. Putin precisa de vitórias de política externa para melhorar a sua reputação e a sua imagem na Rússia. Depois de estar no poder há 15 anos e com a economia em queda, tem de provar ao público russo que tem uma causa.
Num artigo que escreveu para o The Wall Street Journal, defendeu que o Ocidente devia “usar os bancos e não os tanques” para conter a actual ofensiva russa na Ucrânia. Mas acabou de descrever a reacção como fraca. Quer isto dizer que a via militar passou a ser a única resposta possível?
É fraca por causa dos nomes envolvidos. O que Obama fez é uma piada. Foi atrás de alguns burocratas, mas ninguém espera que os burocratas influenciem Putin – eles são subordinados, são peões. O dinheiro a sério está nas mãos dos oligarcas, que podem realmente influenciar os acontecimentos na Rússia. Se o seu dinheiro ficar em risco, acho que eles serão capazes de encontrar uma maneira de lidar com Putin. Neste momento, estas sanções terão o efeito contrário: terão um efeito reduzido, se é que terão algum, e apenas aumentarão a confiança de Putin, que reconhecerá que o Ocidente é demasiado fraco para ir atrás dos peixes grandes.
Na sua opinião, qual é o objectivo da Rússia com esta operação? Ainda há alguma hipótese de travar a escalada?
Putin só tem uma preocupação na vida, que é manter-se no poder. Os líderes ocidentais ainda acreditam que podem negociar com ele, mas Putin é uma causa perdida. Ele não tem nenhuma maneira de desistir desta operação: o Führer, o líder, não sobrevive na derrota, por isso ele só pode avançar. Onde é que isto pode parar? Não sei. A Ucrânia tornou-se vital porque os acontecimentos em Kiev enviaram o sinal errado ao povo russo. Para Putin, a Crimeia é o gatilho. Por isso acho que ainda avançará mais: ele quer remover o Governo ucraniano. Por isso fez todas aquelas declarações a dizer que não reconhecia o Governo, e por isso a Rússia quer todas estas mudanças constitucionais para tentar travar as eleições a 25 de Maio. Esse é um momento importante: se a Ucrânia conseguir sobreviver sem grande agressão até essa data, realizar as eleições e ter um Presidente e um Governo legitimamente eleito, Putin perdeu o jogo. E é por isso que ele está a tentar provocar a instabilidade no leste da Ucrânia. Hoje vemos as notícias e são os provocadores russos que passam a fronteira para criar tensão e tentar atiçar a violência.
Quer dizer que não está optimista quanto a uma resolução da crise. Antecipa uma invasão militar russa na Ucrânia?
Não o excluiria. Estou muito preocupado que esta resposta fraca da América possa dizer a Putin que ele ainda tem muita margem de manobra para a expansão. Não estou nada optimista. A única forma de parar um ditador é demonstrar força. Até agora o Ocidente não mostrou força nenhuma, voltamos a ouvir sussurros de uma possível solução diplomática. No minuto em que começam a sussurrar, Putin vê isso como uma fraqueza. Os ditadores crescem e fortalecem-se com as fraquezas ou indecisões dos seus adversários. Se não mostrarmos firmeza e determinação, eles tornam-se arrogantes.
Em 2007, desafiou Vladimir Putin ao candidatar-se à presidência da Rússia, mas nas suas entrevistas recentes diz sempre que não está disponível para concorrer novamente.
Vamos ser precisos: na Rússia ninguém se candidata. Mesmo em 2007, que era um estado vegetativo comparado com o que se passa agora, não se tratava de uma candidatura, mas sim de demonstrar que as condições [políticas] não eram justas, nem sequer próximo. Aqui em Portugal uma candidatura implica um partido político, uma campanha na televisão, a recolha de fundos…, tudo isso está fora de questão na Rússia de Putin. Lá, se uma pessoa faz uma declaração política, está posta de lado. Por isso, a candidatura fazia parte do meu protesto contra as violações dos procedimentos democráticos e dos direitos humanos básicos.
Perdeu o interesse na política?
A política pode existir em muitos formatos. O actual processo eleitoral na Federação Internacional de Xadrez (FIDE) é muito político; tem dois pólos: por um lado temos o senhor [Kirsan] Ilyumzhinov, o incumbente, que é totalmente apoiado pelo Governo da Rússia. As embaixadas russas têm estado a desenvolver uma campanha pela sua eleição em todo o mundo, como se fazia dantes. E eu estou novamente a lutar contra a ditadura Putin, mas noutro território. A diferença é que neste território eu tenho uma hipótese de ganhar. E aqui eu posso fazer campanha em vez de estar a lutar contra a polícia de choque.
Quer dizer que não voltará a fazer campanha pela Frente Civil Unida?
A Rússia é uma ditadura. Quando me perguntam por que deixei a Rússia, em Fevereiro de 2013, eu respondo: voar para a Rússia agora seria uma viagem sem volta. E eu acredito que posso ser mais activo e útil fora da Rússia. Agora durante a crise ucraniana, não creio que pudesse ser muito útil se, na melhor das hipóteses, estivesse em prisão domiciliária em Moscovo. Assim, posso escrever editoriais, posso dar entrevistas, todos os dias o meu Twitter tem mais seguidores. Posso fazer muito mais coisas aqui do que se estivesse em Moscovo, isolado do resto do mundo. Ter outro mártir numa cadeia russa não ajudaria o mundo a confrontar o regime de Putin.
Como é que classifica a sua actividade política? Vê-se como um dissidente, como um provocador?
Eu sou um activista dos direitos humanos. Tudo o que eu fiz na Rússia foi lutar por direitos fundamentais. Muitas pessoas não acreditam, mas eu nunca tive ambições políticas na Rússia. Para mim era suficiente criar as condições para que existisse igualdade e concorrência e o país pudesse avançar confortavelmente na direcção certa. Nunca me vi como um homem que queria desempenhar funções executivas.
E como é que avalia Vladimir Putin? Como estudioso da História, há alguma personagem histórica com quem o compare?
Sim, com Adolf Hitler. Fui o primeiro a dizê-lo e fui muito criticado, porque Hitler representa o mal absoluto. Mas o que eu digo é que o algoritmo por detrás das acções de Putin é similar ao de Hitler. Em geral, sou muito cauteloso a fazer paralelos históricos, mas alguns paralelos são muito naturais, por exemplo, os Jogos Olímpicos de Berlim (1936) e de Sochi (2014). Porque é que não comparo por exemplo com Pequim (2008) ou até Moscovo em 1980? Porque esses foram construídos para promover o regime, o importante ali era o sistema. Agora era tudo Putin, como em 1936 era tudo Hitler – ou seja, duas olimpíadas foram construídas em torno de uma pessoa. Para promover, não o Estado, mas o triunfo da vontade de uma pessoa: os Jogos Olímpicos são como uma espécie de droga intoxicante para ditadores. Agora, Hitler demorou dois anos antes de começar ataques maciços contra a Áustria; Putin demorou duas semanas a começar a sua agressão contra a Ucrânia. Portanto, se quisermos comparar o calendário, estamos agora como em 1938, e a Ucrânia e a Crimeia são o ponto de viragem. Se o Ocidente pestanejar, passamos a 1939. Mas podemos aprender com a História, e assim mudar a História. Não acho que seja inconcebível pensar que Putin um dia poderia carregar no botão, e ao contrário de Hitler, ele tem armas nucleares. Podemos ver como o homem está cada vez mais paranóico.
 
Foi muito crítico dos Jogos Olímpicos de Sochi. Imagina que dentro de quatro anos, quando a Rússia receber o campeonato do Mundo de Futebol, o processo será semelhante? O Mundial servirá para a legitimação política do regime, ou em quatro anos muita coisa mudará?
Penso que mais vale pensar no que vai acontecer nos próximos quatro meses e até quatro dias. Espero sinceramente que o regime de Putin não sobreviva durante tanto tempo, porque já estamos a ver os danos que ele pode causar, hoje, em 2014. Acho que se sobreviver mais quatro anos, o mundo ficará quase à beira da Terceira Guerra Mundial. A cada semana que passa, Putin fica mais louco, e não vejo que isto possa continuar por mais quatro anos. Nas actuais condições económicas, não creio que a Rússia seja capaz de organizar um evento como o Mundial. Senão vejamos: só Sochi custou 52 mil milhões de dólares. Agora para o futebol – e basta ver o que está a acontecer no Brasil – estamos a falar de dez cidades diferentes. A Rússia é um país muito grande, vai ser preciso construir muita infraestrutura. Não penso que a economia russa consiga sobreviver à corrupção de larga escala que será absolutamente inevitável. Mesmo em condições normais seria um enorme desafio: nas actuais condições, com o potencial efeito das sanções e o impacto na economia da anexação da Crimeia, acho que o melhor é começar a apostar que o campeonato de 2018 não se vai realizar na Rússia, porque não me parece possível.
Na altura em que competia, os xadrezistas eram umas verdadeiras estrelas pop. O que é que aconteceu com o xadrez que justifica a diminuição do interesse e da atenção dos media?
É um paradoxo, porque se olharmos para o número de pessoas que jogam xadrez agora é significativamente maior do há 40 anos ou 25 anos. Mas é verdade que já não aparece nas primeiras páginas dos jornais, onde aparecia quando eu jogava contra [Anatoli] Karpov nos anos 80. Nessa altura, havia um elemento de Guerra Fria nos jogos, União Soviética contra os Estados Unidos. E nos meus jogos contra o Karpov, era a Perestroika contra a velha União Soviética. Agora, apesar de haver mais pessoas a jogar xadrez, a concorrência é tremenda: há muitos outros desportos e muitos outros jogos. E aí, entroncamos num problema maior para o xadrez, que é a má gestão da federação internacional (FIDE).
Durante 19 anos temos perdido muitas oportunidades para apresentar uma nova visão para o xadrez. Hoje em dia não faltam patrocinadores, o que é preciso é uma boa ideia e uma boa apresentação. O xadrez toca várias áreas fundamentais: a educação, as redes sociais, a tecnologia, e há muitas coisas que podemos fazer. Apesar de o xadrez não ser concorrente do futebol ou basquetebol no que diz respeito às atenções no grande ecrã, quando passamos para o pequeno ecrã, tem muitas vantagens competitivas. Num ecrã de telemóvel, pode-se jogar, pode-se aprender xadrez, podem-se seguir torneios. Tem tudo a ver com a criatividade e a gestão, e é por isso que eu acredito que se me tornar o presidente da FIDE em Agosto as coisas podem facilmente dar a volta. Existe o potencial, mas isto não é elementar: há que investir o nosso tempo, energia e reputação.
Além da candidatura à presidência da FIDE, que ligação ainda mantém actualmente com o xadrez? Ainda joga? 
Deixei de competir profissionalmente há nove anos, embora ainda faça jogos de exibição e muitas sessões com crianças, através da Fundação Kasparov. Mas a minha actividade profissional acabou.
Agora é mais xadrez político…
Continuo muito comprometido com a promoção da educação do xadrez em todo o mundo, e a Fundação Kasparov está em Nova Iorque, Bruxelas, Joanesburgo, Singapura, vai abrir dentro de três semanas na Cidade do México. Continuo activamente a promover o xadrez.
Há alguns meses, solicitou a cidadania croata. É um seguro de vida?
Não é o meu seguro de vida, mas é a minha garantia de viajar em liberdade. Ao viajar com um passaporte russo, sabia que a qualquer minuto poderia ser minado pelo Governo, e com a minha actividade, precisava de ter a possibilidade de me deslocar livremente. Como já estava a ficar sem páginas no meu passaporte, e tinha zero hipóteses de o renovar, estudei as minhas várias opções.
Acha que Putin tem um problema pessoal consigo?
É pessoal. Mas também é essa a estratégia do regime, que tem de se certificar que neutraliza as pessoas mais perigosas entre a oposição. Nesse aspecto, é tudo muito pessoal – Putin não se pode dar ao luxo de fazer repressão em massa, como fez por exemplo Estaline. Eles tentarão sempre manter a escala reduzida, algumas centenas de prisioneiros políticos, mas não milhares, porque sabem que se forem longe demais, o regime não tem a estabilidade necessária para aguentar.
Pretende instalar-se na Croácia?
Não, tenho uma casa alugada lá, mas vivo em Nova Iorque. A minha mãe ainda está em Moscovo.
Vai renunciar à cidadania russa?
Não. Esse era o grande desafio na escolha de outra nacionalidade. Por exemplo a Estónia, um país com que tenho alguma ligação, não era uma possibilidade porque a legislação não prevê a dupla nacionalidade.
Pensa alguma vez voltar a viver em Moscovo?
Nunca digo nunca. Já tive tantas mudanças na minha vida. Agora vivo em Nova Iorque, embora passe mais tempo em aviões. Mas o mais provável é que volte a Moscovo, não acredito que o regime de Putin vá durar para sempre. Aliás, espero que não dure muito mais tempo. Ainda sinto que tenho obrigações e responsabilidades de ajudar o povo da Rússia. Mas neste momento o meu país foi feito refém por um gangue de criminosos.

DITADURA ANUNCIA CASSAÇÃO DE MANDATO DA DEPUTADA MARIA CORINA



Nem as "garantias constitucionais"da Constituição Bolivariana escrita pelos esbirros do finado caudilho Hugo Chávez, valem mais. Nesta segunda-feira o deputado de estimação do defunto caudilho, que preside a Assembléia Nacional, o famigerado psicopata Diosdado Cabello, decidiu cassar a imunidade parlamentar da deputada Maria Corina Machado, pelo fato de ter sido convidada pelo Panamá a falar na Assembléia da ONU.

Em tempos passados, foi a Venezuela que cedeu sua cadeira para que Manuel Zelaya, títere de Chávez em Honduras usasse a OEA para obter do plenário a aprovação do golpe de Estado que o dijo cujo preparava em Honduras. Aí, tudo bem, né? Como era de o proveito do Foro de São Paulo e seus comunistas vagabundos aí a reunião da OEA foi aberta ao burlesco brucutu hondurenho.

Para Maria Corina, cassaram-lhe a palavra e ainda expulsaram do recinto os jornalistas que cobriam o evento. Este fato ocorreu com o voto decisivo do governo brasileiro representado por um dos estafetas de Lula no Itamaraty.

É assim que agem os comunistas. Agora, cassaram a imunidade da deputada Maria Corina para processá-la e transformá-la em mais uma prisioneira política do regime que, segundo Lula, aliás "Barba", oferece "democracia até demais".

A democracia é tanta que a Suprema Corte venezuelana está totalmente aparelhada por teleguiados do regime. É bom lembrar que como já afirmei inúmeras vezes aqui neste blog, a mesma coisa do que está ocorrendo na Venezuela, ocorrerá no Brasil, caso a insanidade, o oportunismo e a vagabundagem da maioria dos brasileiros decidir dar mais quatro anos de poder ao PT!

O QUE LULA E O PT TÊM A VER COM A BARBÁRIE QUE VEM SENDO COMETIDA PELA DITADURA COMUNISTA DA VENEZUELA?

Por Aluísio Amorin

Quem pensa que os venezuelanos desistirão da luta contra a ditadura comunista de Nicolás Maduro e seus sequazes, com o apoio de Lula e da Dilma, estão enganados.

A grande mídia e seus jornalista a soldo do Foro de São Paulo, a organização criminosa fundada por Lula e Fidel Castro em 1990, podem continuar escamoteando a informação verdadeira, mas não escaparão do inescapável: os fatos vêm à tona de alguma maneira ou de outra, nem que seja através de sinais de fumaça. Os fatos têm vida própria e autônoma.

O blog acaba de receber informações de vários pontos da Venezuela dando conta de que os protestos continuam sem parar 24 horas, apesar da brutal repressão dos bate-paus de Nicolás Maduro sob a orientação dos assassinos que Fidel e Raúl Castro enviou de Havana para tentar evitar o inevitável, o seja, a queda do regime comunista chavista.

Em 40 dias de manifestações ininterruptas, 35 pessoas já morreram assassinadas pelos pistoleiros da ditadura comunista de Maduro. É quase uma pessoa por dia que tomba por exercer o direito de dizer não a uma das ditaduras mais cruéis que se tem notícia na atualidade. É a ditadura que Lula qualifica de "democrática". Inclusive, Lula enviou se estafeta Rui Falcão à Venezuela para levar in loco o apoio do PT.

Quando o "Barba" sente o cheiro de carne queimada, manda um de seus sequazes fazer o serviço sujo, e ninguém melhor que Rui Falcão para se lambuzar com o sangue derramado por 35 mortos e outros tantos que sangram sob as torturas que lhes são infligidas pelos amigos de Lula, aliás "Barba", nos porões da ditadura chavista.

O site La Patilla revela que a polícia de Maduro dispara contra os manifestantes saraivadas de pregos, parafusos e porcas. E quando os alcança tortura-os no mesmo instante e os obrigam a gritar slogans em favor de tiranete de Miraflores.
DITADURA ANUNCIA CASSAÇÃO DE
MANDATO DA DEPUTADA MARIA CORINA
Nem as "garantias constitucionais"da Constituição Bolivariana escrita pelos esbirros do finado caudilho Hugo Chávez, valem mais. Nesta segunda-feira o deputado de estimação do defunto caudilho, que preside a Assembléia Nacional, o famigerado psicopata Diosdado Cabello, decidiu cassar a imunidade parlamentar da deputada Maria Corina Machado, pelo fato de ter sido convidada pelo Panamá a falar na Assembléia da ONU.

Em tempos passados, foi a Venezuela que cedeu sua cadeira para que Manuel Zelaya, títere de Chávez em Honduras usasse a OEA para obter do plenário a aprovação do golpe de Estado que o dijo cujo preparava em Honduras. Aí, tudo bem, né? Como era de o proveito do Foro de São Paulo e seus comunistas vagabundos aí a reunião da OEA foi aberta ao burlesco brucutu hondurenho.

Para Maria Corina, cassaram-lhe a palavra e ainda expulsaram do recinto os jornalistas que cobriam o evento. Este fato ocorreu com o voto decisivo do governo brasileiro representado por um dos estafetas de Lula no Itamaraty.

É assim que agem os comunistas. Agora, cassaram a imunidade da deputada Maria Corina para processá-la e transformá-la em mais uma prisioneira política do regime que, segundo Lula, aliás "Barba", oferece "democracia até demais".

A democracia é tanta que a Suprema Corte venezuelana está totalmente aparelhada por teleguiados do regime. É bom lembrar que como já afirmei inúmeras vezes aqui neste blog, a mesma coisa do que está ocorrendo na Venezuela, ocorrerá no Brasil, caso a insanidade, o oportunismo e a vagabundagem da maioria dos brasileiros decidir dar mais quatro anos de poder ao PT!
DESINFORMAÇÃO: O PRINCIPAL
ARDIL DOS COMUNISTAS.
Como a grande mídia recorta as informações, retirando o aspecto político e ideológico dos fatos, mais confundindo do que esclarecendo a opinião pública brasileira, muitos indagarão, por que afinal explodiram os protestos populares na Venezuela.

Uma matéria do site do diário El Nacional de Caracas, responde a esta indagação, ao reportar as declarações do deputado Miguel Ángel Rodriguez, que em poucas palavras condensa o desastre da aventura comunista bolivariana na Venezuela:


“Uma inflação que em 2013 esteve acima de 56%, um déficit fiscal de 15 pontos percenturais do PIB, o obsceno endividamente público, a paralisia do aparelho produtivo decorrente de arremetidas políticas que buscaram sempre favorecer a castas de importadores, a crise do sistema de saúde e dos serviços públicos e a alta taxa de criminalidade que por mais de 20 planos de aparente confrontação com os bandidos fechou em cerca de 25.000 assassinatos, mais a insólita ausência de divisas após se conhecer confissões de desfalques ao redor de 25 bilhões de dólares; conformam a bomba relógio de cuja explosão querem culpar os manifestantes e seus líderes democráticos".

Qualquer semelhança com o Brasil nesta alturas dos acontecimentos não é mera coincidência, justamente quando chega ao conhecimento público a bombástica revelação sobre as negociatas da Petrobras. Isso é apenas com relação à petroleira estatal. Como toda a administração pública direta e indireta está completamente aparelhada pelos comandados do "Barba", já passou a hora dos brasileiros colocarem suas barbas de molho.

LULA, ALIÁS "BARBA" O  CHEFE SUPREMO DA CANALHICE.
Alguns leitores poderiam indagar por que insisto em dar informações e formular análises sobre a crise da Venezuela? Muito simples. A Venezuela é a cabeça da serpente comunista que se enrosca na América Latina. Por que? Ora, porque detém a maior reserva de petróleo do planeta. É a Venezuela que sustenta Cuba enviando de graça semanalmente um petroleiro que abastece a Ilha de Fidel Castro. Além disso, as demais republiquetas latino-americanas vivem também à custa do petróleo produzido pela Venezuela.
E não é apenas petróleo. Também dinheiro vivo dos cofres venezuelanos sustentam as campanhas eleitorais dos candidatos do Foro de São Paulo.
Concluindo: como já afirmei em outros artigos, a derrocada da ditadura chavista significará a libertação da América Latina do comunismo, esfarelando o Foro de São Paulo. Os reflexos desse acontecimento terão impacto para além da América Latina.
Por isso, a luta encarniçada que se trava na Venezuela. Os comunistas ficaram tão enlouquecidos que perderam completamente as estribeiras e estão matando, perseguindo, torturando jovens, estudantes, mulheres, idosos e todos aqueles que clamam por liberdade em todos os rincões da Venezuela.
Esta é a verdade. A verdade que a grande mídia brasileira em esmagadora maioria, sonega ao público brasileiro.
Quem faz esse serviço nefasto e criminoso são os jornalistas brasileiros, porquanto em sua totalidade são todos comunistas vagabundos, mentirosos, vermes à soldo do Foro de São Paulo e, por via de consequencia, do governo do PT.
O Chefe supremo dessa imundice é Lula, aliás, o "Barba", paparicado pelos banqueiros do grupo Merrill Lynch, em recente almoço grã-fino em São Paulo, quando manifestou sua condescendência em relação aos assassinatos e torturas que seu amiguinho Nicolás Maduro vem praticando na Venezuela.

O Marco Socialista da Internet, Vladimir Putin e o futuro da nossa liberdade


O Marco Civil quer regular as gigantes de telecomunicações dando seu poder a políticos. Foi contra políticos ou contra as teles que o gigante acordou em junho de 2013?
Por Flávio Morgenstern



O projeto do Marco Civil da Internet - Projeto de Lei nº 2.126 de 2011, de autoria do deputado Alessandro Molon (PT-RJ) – foi aprovado pela Câmara dos Deputados e está em vias de ser votado pelo Senado. É uma espécie de versão para a internet do Controle Social da Imprensa, proposta do PT capitaneada por Franklin Martins, ex-comentarista do Jornal Nacional e do Jornal da Globo, antes de assumir o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) durante o governo Lula.

Objeto de muita polêmica, o Marco Civil visa garantir uma espécie de “Constituição” específica para o uso da internet no Brasil, atualmente território livre e não regulado. São leis feitas para se controlar a transmissão e armazenamento de dados. Hoje, os registros de atividade na internet, como histórico de sites acessados, ficam nas mãos dos provedores de serviço – as tais “empresas de telecomunicações”.

Com o Marco Civil, o governo passa a ter controle sobre tais dados, ainda que de maneira indireta. Por exemplo, o artigo 11 do Projeto de Lei afirma:


Na provisão de conexão à Internet, cabe ao administrador do sistema autônomo respectivo o dever de manter os registros de conexão, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de um ano, nos termos do regulamento.

E seu § 2º emenda:


§ 2º A autoridade policial ou administrativa poderá requerer cautelarmente que os registros de conexão sejam guardados por prazo superior ao previsto no caput.

Em outras palavras: o histórico de atividades de todos os usuários na internet não está mais dependendo de registro por provedores, e passa a ser controlado pelo Estado. Caso alguma autoridade resolva investigar o usuário por algum motivo, passa a poder investigar o histórico do usuário na rede do usuário, conhecendo tudo o que acessou na internet – e punindo o provedor de acesso que não garanta acesso dos dados do usuário à autoridade policial ou administrativa.

Na prática, isso significa, que, por exemplo, qualquer gasto de cartão de crédito, que é sempre um dado na internet, fica registrado pelo provedor. Caso alguma autoridade policial ou administrativa resolva investigar uma pessoa para verificar se seus gastos estão de acordo com a declaração do Imposto de Renda, para verificar se está se cometendo um ilícito tributário. Assim, poderá obter uma autorização judicial para apurar a diferença com juros e multa, utilizando as faturas.

Este é o Marco Civil. Estas são as definições mais concretas de termos abstratos e parnasianos com que a lei é edulcorada, como “buscar reduzir as desigualdades, sobretudo entre as diferentes regiões do País” ou “fomentar a produção e circulação de conteúdo nacional”, nos incisos do Artigo 22 sobre “promoção da Internet como ferramenta social”, o que não é possível conceber em termos factuais, a não ser pelo policiamento da internet em nome de ideais abstratos.


O projeto é apresentado por sumidades como o deputado e ex-BBB Jean Wyllys como sendo assentado em um tripé: neutralidade, privacidade e liberdade. São três substantivos abstratos de difícil definição. Jean Wyllys, do PSOL, crê que socialismo tenha alguma coisa a ver com “liberdade”, por exemplo – o que qualquer falante de inglês entende como o exato oposto de liberty, a liberdade para se tomar iniciativas que não firam outras pessoas – como criar uma empresa – e ter as conseqüências dessas iniciativas para si (seja lucro ou prejuízo). Já um manifestante da Marcha da Família considera que “liberdade” é livrar o mundo do socialismo.

Qual o critério de “liberdade” que será usado para “fomentar políticas públicas”? Isto não pode mudar do dia para a noite com um novo governante e um novo partido ganhando maiorias temporárias? É mesmo vantajoso tirar o “poder de lobby das gigantes das telecomunicações” para dar tais poderes para políticos?

O que, afinal, a classe política tem de mais confiável do que empresas de telecomunicações que, bem ou mal, até hoje não atacaram nossa liberdade – sob qualquer perspectiva? Não foi contra as empresas de telecomunicações que o gigante acordou em julho de 2013, dizendo que nenhuma delas lhes representa. Pelo contrário: foram elas que garantiram que a revolução fosse televisionada, tuitada, transmitida ao vivo em alta velocidade de wifi tanto para grandes portais quanto para blogs mequetrefes com a mesma eficiência.

Gostando-se ou não (e é difícil crer que alguém goste dos serviços de comunicação no Brasil), não parece de todo uma idéia muito “libertadora” trocar os registros de atividade e o controle do fluxo de informações de empresas, que concorrem entre si e não são uma autoridade central (pode-se sempre trocar de provedor ou operadora caso não se goste do serviço) por uma autoridade central e obrigatória.

Entre as novidades que aparecem, está a idéia da “função social da rede”, além do conceito de que a web deve atender aos “direitos humanos”, seja lá o que o manda-chuva da vez definir como “direitos humanos” – é de se crer que essa expressão tenha significado bem distinto nas bocas de Jean Wyllys e do PSOL (aquele partido que considera que qualquer opinião desabonadora à esquerda “fere os direitos humanos”, como já fizeram com Rachel Sheherazade e Jair Bolsonaro, só para ficar nos exemplos mais conhecidos), ou da turma da Marcha da Família 2.0. Qual o problema com as buscas no Google e o tráfego livre sem “atender” a essas demandas?

Devemos mesmo “regular” a internet para que algum governante tenha o poder de censurá-la a partir dessa premissa? Será que vale a pena deixar que o governo decida o que são coisas abstratas como “neutralidade”, “função social” ou “direitos humanos” e passe a ter um poder que não tem hoje – de censura – com base nestes princípios?

Os defensores do Marco Civil garantem que ele não busca censura, justamente graças a Artigos de valor duvidoso como o 20, que afirma:


Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de Internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário.

É um texto suspeito. A responsabilização já existe, inclusive ao provedor, por conteúdo difamatório, ofensivo, criminoso. Não é possível postar pornografia infantil na internet sem correr o risco de ir pra cadeia, e mesmo o provedor já é responsabilizado por isso. Qualquer conteúdo criminoso, idem.

Até mesmo as injúrias mais banais: um empresário já foi condenado, em primeira instância, por terchamado, em uma conversa privada, o filho do Lula de “idiota” (ressalvando-se aqui, claro, que não achamos o filho de Lula idiota de forma alguma, o consideramos bem legal, inteligente, amigo da garotada e bem batuta). Não é suspeito que se discuta uma lei supostamente para fazer o que já faz? Nitidamente ela quer mais do que isso: abrir mais campo para a punição.


Não deixa de ser motivo para levantar uma sobrancelha de suspeita quando Jean Wyllys, todo pimpão, apresenta o projeto lembrando que é um Marco Civil, e não Penal. Ora, um marco como esse quer colocar leis em comportamentos de empresas e usuários que não são objeto de lei hoje. Quer algo novo. Se está no âmbito civil, o que já pode ser muito ruim, se estivesse no âmbito penal estaria tratando todo cidadão brasileiro como criminoso até prova em contrário. A Rainha de Copas da internet cortando nossas cabeças como os jacobinos no Terror da Revolução Francesa.

Lembrando que toda Revolução começa trocando as leis para atender a fins futuros, e não mais verificar culpabilidade ou inocência através de uma régua escorreita que separe um do outro – prefere trocar este conceito por uma valoração de quem é a favor da revolução e quem é um “traidor” ou “anti-revolucionário”. E, por mais que o livro mais importante do século XX, Arquipélago Gulag, de Aleksandr Solzhenitsyn, demonstre o resultado desse princípio no âmbito penal, também urge lembrar que muitas das burocracias com concentração de poder exagerado começam, justamente, na esfera civil – caso da cleptocracia que virou a Argentina.

É um passo perigosíssimo para transformar todos os brasileiros em potenciais Francenildos.
A força não-neutra do Estado forçando a internet descentralizada a se tornar “neutra”

Outra proposta indecente que nós não podemos recusar, desde que estejamos sob a mira de uma arma, é a idéia da “neutralidade” da rede. Isto significa que um provedor de serviços tem de tratar a transmissão de todos os dados com igualdade, sem escolher um ou outro. Parece uma idéia realmente formidável – impediria que um provedor direcionasse a velocidade da conexão para que alguém só conseguisse acessar determinados sites em detrimento de outros. Imaginar as conseqüências disso no âmbito político nos faz entender a necessidade de uma certa neutralidade de dados, com efeito. Isto foi exemplificado por esta imagem, postada por @marcogomes, fundador do boo-box, a favor do Marco Civil:



Todavia, a internet, até hoje funcionando sem Marco Socialista, não funciona dessa forma. Nenhum provedor parece interessado em garantir acesso a apenas alguns sites, exigindo mais pagamento para os outros. Pelo contrário: quanto mais provedores aparecem, por uma lei de mercado natural e óbvia, mais opções de acesso, mais baratas e amplas, aparecem.

Em quase 20 anos de internet massificada, não houve nenhuma tentativa de barrar conteúdo, como crê Marco Gomes que a internet “seria” sem o Marco Civil – pelo contrário. O conteúdo a que temos acesso rapidamente hoje era inconcebível no começo da década de 2000 – que dirá no mesozóico período da internet discada, quando as privatizações ainda eram incipientes.

A única exceção são companhias de telefone que oferecem acesso irrestrito a redes sociais como o Facebook por um preço mais baixo – justamente para a população de baixa renda poder ter acesso a uma rede livre, de produção de conteúdo sem controle governamental, que não quer ou pode pagar por um plano completo de internet para o celular – algumas oferecem até o acesso de graça. Se a companhia não quiser disponibilizar apenas o acesso ao Facebook muitas vezes gratuitamente, pelo Marco Socialista, também por uma lei de mercado natural e inlutável, deixará de oferecer o serviço de todo.

Trata-se, então, de algo prejudicial aos mais pobres, justamente em nome da “diminuição da desigualdade”. São intenções muitas vezes notáveis, mas de conseqüências práticas que aproximarão perigosamente a internet brasileira, que até hoje funcionou com o mesmo nível do Primeiro Mundo e dos países mais civilizados e progressistas, ao padrão de internet chinesa.

Curiosamente, o professor de Comunicação da USP Luli Radfahrer, em um estranho momento pouco feliz por defender o Marco Civil, em “debate” (com opiniões concordantes de antemão) noMetrópole, da TV Cultura, tenha dito ao menos que é melhor a internet como está do que com um Marco Civil ruim, que poderia nos levar ao nível da internet chinesa ou da era stalinista. O socialista Jean Wyllys, ali do lado, permaneceu em envergonhado silêncio para não comentar como é o reino de internet ideal para os socialistas.

Pode-se fazer uma sugestão ao deputado petista Alessandro Molon, relator do projeto: se os preços ficarem caros com os provedores oferecendo pacotes de serviços cada vez menores (não vemos um único caso disso acontecendo, mas “vai que”), o nobre deputado pode não apenas enriquecer criando o único provedor no Brasil que mantenha a internet com acesso restrito – exatamente do jeitinho que está hoje – como também gastar tudo o que arrecadar como verba para o PT se reeleger indiscriminadamente. Cremos que até nós usaremos esse provedor do deputado. E o PT não precisará mais de mensalão para se perpetuar no poder. Essa proposta o deputado pode recusar?

É uma crença estranha a idéia de que, para proteger nossa privacidade, nossa neutralidade e nossa liberdade, devemos modificar o modelo descentralizado da internet atual para darmos ao governo o poder de acessar nossos dados.



O projeto, que partiu de típicas entidades “discutindo” a portas fechadas, e depois apresentadas como “a sociedade civil” ou “a população”, estava em marcha lenta desde 2009. Com as revelações da espionagem da agência de inteligência americana NSA sobre a Petrobras e a presidente Dilma Rousseff, o PT passou a considerar a aprovação do Marx Civil como de caráter urgente.

Não é uma invenção petista a idéia de que a internet, uma rede descentralizada, em “nós” (em que alguns computadores conseguem acessar vários outros computadores ao mesmo tempo, então não é preciso acessar um por um para se ter uma informação – basta-se acessar o computador ponto de nó e encurtar o caminho), deva ser cada vez mais centralizada pelo governo. E é aí que a porca dá um nó no rabo.
Vladimir Putin e o “controle social” da internet mundial

Barack Obama, na única lambança de sua administração conhecida suficientemente pelos brasileiros (que costumam desconhecer a operação Fast and Furious, o caso do atentado terrorista em Benghazi ou mesmo o escândalo do Imposto de Renda), usou da agência de inteligência americana NSA (National Security Agency) para espionar aliados, numa operação que foi revelada pelo ex-técnico da NSA Edward Snowden e pelo Wikileaks. Snowden, acusado do crime de revelação de material confidencial do governo, fugiu da América e pediu asilo na Rússia de Vladimir Putin.

Apesar de o Wikileaks e de Snowden parecerem ser reveladores de grandes mistérios sobre governos, é preciso entender que há dois tipos de “desertores”: os heróis que revelam mesmo os podres dos políticos sem distinção e os aproveitadores. Snowden, antes mesmo de correr para a barra de saia de Vladimir Putin, parece fazer parte deste último grupo.

Os endereços da internet precisam de um índice, para que o navegador emita um sinal e consiga encontrar o conteúdo que está no endereço “implicante.org”, por exemplo. Como a internet foi uma criação militar americana, este catálogo de endereços fica no Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, o ICANN, com base em Los Angeles, Califórnia. É este o sistema que regula o DNS – Domain Name Service, o serviço mundial que faz com que qualquer computador do mundo, ao procurar por “implicante.org” tenha acesso ao mesmo site.

É, atualmente, um monopólio americano, já que a internet é, afinal, uma invenção americana – todavia, seguindo o espírito de livre expressão americana, o ICANN tem várias partes interessadas tomando parte em suas decisões, incluindo empresas, governos estrangeiros e ativistas de sociedades civis.

Não é uma garantia total que os americanos consigam garantir a liberdade da internet no mundo inteiro, como o caso Snowden revela – todavia, a estratégia agora é pedir uma mudança da arquitetura da rede em nível global, já que Putin faz uma pressão significativa para que o ICANN seja removido da América. Os americanos, em um espírito de diplomacia tolerante não muito justificável, já concordaram em retirar o ICANN para compartilhar o seu poder com governos locais, sobretudo a Rússia e a China, extremamente interessadas no caso (e dois países com regras para a internet muito mais heterodoxas do que as nossas).



Em novembro último, uma delegação de senadores russos, acompanhados de oficiais do Ministério de Relações Exteriores, esteve na América para reclamar da falha americana em garantir a privacidade dos usuários e fazer pressão para reformar o ICANN. Um discurso quase de um Marco Civil Mundial – o que foi, inclusive, declarado pelo PT como o próximo passo para a internet.


O caso Snowden deu pasto e circunstância para que Vladimir Putin tivesse pasto e circunstância para não apenas controlar o seu sistema local de internet – o que todos os governos já possuem – mas o do mundo inteiro, criando novas categorias de cyberterrorismo. É para isso que projetos como o Marco Servil da Internet servem: cria-se novos crimes para ações já tipificadas penalmente atualmente, para que, invocando uma lei anti-terror, um site na Alemanha possa ser fechado por uma ordem de governo na Rússia, no Irã, na China ou no Equador. É o que alerta a imprescindível revista britânica The Spectator, ao revelar os planos de Vladimit Putin para sua dominação imperialista.

Todos vão sendo planejados para se descentralizar a garantia de endereços dada pelos americanos, ainda que nem sempre 100% funcional, e se centralize o controle nas mãos de governos locais. De acordo com Alexander Klimburg, consultor de segurança virtual para a Organização de Segurança e Cooperação Européia, “as únicas implicações práticas de uma mudança como essa serão permitir aos governos praticar repressão em dissidentes”.

Cada vez mais ficará difícil ter até mesmo um endereço virtual na rede sem permissão do governo, se ele já até cataloga suas atividades e pode enquadrar cada um facilmente em leis anti-terrorismo ou qualquer lei civil, tendo todo o seu histórico a ser bisbilhotado por uma ordem judicial.

Rússia e China querem ter controle sobre o DNS – e imagine-se não poder mais contar com a terrível benevolência da América e de suas “empresas de comunicação” para ter um endereço simples no WordPress ou um .com, mas sim ter de pedir autorização de um sistema global com voto do governo chinês para se poder ter um simples blog com um endereço claro, que faça todos os computadores do mundo terem acesso ao seu conteúdo quando se digita um dado endereço.

É um precedente perigosíssimo deixar o governo controlando dados, como as empresas lidam com esses dados (no sistema atual, como se sabe, muito bem, obrigado) e, logo, em escala global, até mesmo endereços.

Como afirma a American Thinker, que inclusive cita a tentativa de Dilma Rousseff de acelerar o Marx Civil usando como desculpa a espionagem de Obama (para ela, de todo inútil, já que o descalabro da Petrobras partiu de suas próprias mãos – talvez fosse o caso de pedir conselhos para os espiões da CIA), os governos podem limitar o conteúdo da internet com base no que os próprios governos achem “ofensivo” ou “perigoso” – ou, no caso brasileiro, que não “promovam a igualdade e distribuição de renda”, ou os “direitos humanos” ou qualquer outra abstração de definição esponjosa.


A Rússia pode querer “perder” domínios ucranianos; a China pode querer fazer o mesmo com o endereço “FreedomforUyghurs.org” (sim, a América e seu conluio militar e empresarial permitem endereços como esse). Como será a visão de Israel em um mundo com maioria de votos de governos que querem riscá-lo do mapa? Como acessar informações sobre o massacre de de um milhão de armênios cristãos pelo governo islâmico turco? Como ficará o blog de Yoani Sánchez, com endereço “votado” pela comunidade de países bolivarianos ligados ao Foro de São Paulo? Como pesquisar pela Irmandade Muçulmana em países com tentativas totalitárias como Qatar e Egito?

Como ficará a internet na Venezuela, onde qualquer um pode ser enquadrado por ilícitos “não-penais” e ser acusado de “ferir os direitos humanos”, como parlamentares do PSOL fizeram com a apresentadora Rachel Sheherazade tão somente por ter opiniões contrárias à cultura do coitadismo penal? A web com função social, e com interesse em “não violar os direitos humanos”, permitirá que Rachel seja vista e ouvida pela população, antes de ser julgada e ter seu conteúdo averiguado por um Marco Civil criando “responsabilidades” a quem divulga algo? Caso Rachel Sheherazade seja presa por suas opiniões, todos os divulgadores de seus vídeos e falas poderão também ser enquadrados por ferir os “direitos humanos”, com o governo tendo completo acesso aos seus históricos?

E mesmo essa visão de “promover” e “fomentar” oficialmente coisas como “direitos humanos” através de ações governamentais pode gerar efeitos contrários ao esperado, já que quem ganha cada vez mais controle sobre a internet, o único território “livre” de manipulação estatal existente (com a exceção da propaganda de empresas estatais em blogs e sites favoráveis ao partido no governo, como se faz no Brasil), será justamente o Estado e suas mãos cheias de dedos sobre a rede. Por exemplo, e se o Partido da Aurora Dourada, da Grécia, com o seu controle local e suas várias cadeiras do parlamento, requisitar o nome de domínio “nazi.com”? A internet livre, nas mãos das “empresas de telecomunicação”, não permitiu isso até hoje. Mas governos, ao contrário, só precisam de votos e poder o suficiente para permitir.

Há governos demais querendo nos proteger de “empresas” que podem prestar um serviço ruim, mas que podemos recusar tão somente usando uma concorrente. Ao invés da neutralidade, queremos este auto-balanceamento do mercado que funciona tão bem – a internet brasileira, a despeito dos milhões em propaganda eleitoral 24/7, funciona bem e de forma livre desta forma.

Não parece uma boa idéia, a despeito das boas intenções, exigir uma internet “igualitária” e voltada aos “direitos humanos” nas mãos de governo. O que é anátema para o governo, coisas das quais ele quer nos proteger, pode ser muito bem o que mais queremos. Se não gostam do Marco Feliciano, por exemplo, imaginemos o deputado requisitando nossos dados com ordens judiciais na internet para ver o que andamos vendo e lendo. O governo da Arábia Saudita, por exemplo, proibiu recentemente 51 nomes de bebês “ofensivos à cultura saudita”, incluindo Alice, Linda, Eleanor, Benyamin.

É esta internet com “direitos humanos” que queremos? O Partido Comunista Chinês, ou todos os totalitarismos comunistas, nazi-fascistas e de teocracias islâmicas no mundo não instauraram a censura apenas dizendo “Vamos impedir vocês de lerem isso” – pelo contrário. Apelaram para definições esponjosas, abstratas e de difícil definição para que as próprias pessoas quisessem uma imprensa “libertada” – o resultado é conhecido da História.



O caminho para a censura totalitária e a internet chinesa é pavimentado com muito humanitarismo.

Implicante.org