sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Violência no Rio: números alarmantes que voltam a piorar


Por Rodrigo Constantino

Deu no GLOBO: Homicídios sobrem 16,7% no estado e 9,7% na capital
A violência teve um recrudescimento no Rio no ano de 2013. Dados divulgados ontem pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam que, após três anos de queda, o número de homicídios subiu no estado: de janeiro a dezembro do ano passado, foi registrado um aumento de 16,7% (4.081 contra 4.761 ocorrências), em comparação com 2012. Na capital isoladamente, esse crescimento foi de 9,7% (1.206 casos contra 1.323). Novembro teve um acréscimo ainda mais expressivo: de 28% no estado e de 32,9% na capital, em comparação com o mesmo mês de 2012. No caso dos latrocínios (roubos seguidos de morte), o aumento foi de 2,8%.
O desempenho da segurança foi ainda pior nos índices de crimes contra o patrimônio. O ano de 2013 fechou com alta no Estado do Rio de 22,6% nos casos de assaltos a transeuntes (chegando a um total de 60.777 casos de janeiro a dezembro), em comparação com 2012.
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A Secretaria de Segurança Pública informou, em nota, que a inauguração de companhias destacadas da PM nas zonas Norte e Oeste, na Baixada, em Niterói e São Gonçalo, e a implantação das delegacias de Homicídio da Baixada e de Niterói vão ajudar a reduzir os índices de criminalidade. O texto ressalta ainda que o atual governo recebeu o estado com 41,3 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto em 2013 o índice foi de 28,9 por 100 mil habitantes.
Os dados são preocupastes, e colocam em xeque as UPPs. Fica cada vez mais claro que a presença policial nas favelas foi somente um primeiro passo, mas que é preciso ir adiante. A impunidade ainda é muito presente no país e no estado, agindo como principal convite ao crime. Não basta estar nas comunidades, é preciso prender os bandidos.
Os números oficiais do Rio são alarmantes: 4.761 homicídios no estado; 1.323 homicídios na capital; 60.777 assaltos a transeuntes no estado; 28.043 roubos de veículos no estado; 6.929 assaltos a estabelecimentos  comerciais no estado; 1.492 assaltos a residências no estado; 3.536 roubos de carga no estado; 5.477 roubos de celular no estado; 17.660 furtos de veículos no estado; 7.222 menores apreendidos no estado.
Estamos falando do Iraque ou do Rio de Janeiro? A ordem de grandeza é chocante, lembrando que são os dados oficiais, ou seja, somente aqueles com boletim de ocorrência. Os números provavelmente estão subestimados, portanto. É ou não é de cair o queixo? Dá até para entender as pessoas que desenvolvem síndrome do pânico e não querem mais sair de casa (se bem que ficar em casa também pode ser perigoso, como vimos).
Mas o carioca é cordial, malandro, feliz, sempre de bom humor. Ao menos essa é a imagem que vendemos para o mundo. A realidade é outra, bem diferente. A de um estado que fracassou em sua função mais básica, que é garantir a segurança dos cidadãos, sua propriedade privada, e a ordem pública.
Não obstante, Sakamoto, falando em nome da nossa esquerda festiva, acha que Miami é o verdadeiro símbolo do fracasso, não a Baixada Fluminense, não o próprio Rio de Janeiro. São critérios muito estranhos de sucesso…
Rodrigo Constantino

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