quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Policiais fazem treinamento para combater o terrorismo na Tailândia


PAÍS VIVE CLIMA DE TENSÃO COM PROTESTOS QUE PEDEM A RENÚNCIA DA PREMIÊ.
EXERCÍCIOS COM OS POLICIAIS DURARAM QUATRO MESES.

Via Reuters



Policiais em treinamento na Tailândia.(Foto: Chaiwat Subprasom/Reuters)

Um grupo de policiais da Tailândia participou nesta quarta-feira (26) de um treinamento para atuar em missões de combate ao terrorismo. Os exercícios são feitos na capital Bangcoc.

De acordo com a agência Reuters, os exercícios foram feitos por 89 grupos de policiais tailandeses ao longo de quatro meses.

A Tailândia está vivendo momentos de tensão em meio a protestos que pedem a renúncia da primeira-ministra Yingluck Shinawatra.

Ela teria usado a maioria governista no parlamento para aprovar leis com objetivo de anistiar e evitar a prisão do irmão, Thaksin Shinawatra, ex-primeiro-ministro do país, condenado por corrupção e deposto em 2006 por um golpe de Estado.

Segundo os adversários, a chefe de governo seria apenas um "fantoche" de Thaksin, que continua no centro da política tailandesa, apesar do exílio.


Policiais correram com toras nas costas para trabalhar força e resistência. (Foto: Chaiwat Subprasom/Reuters)


Exercícios também testaram limites dos policiais e a flexibilidade. (Foto: Chaiwat Subprasom/Reuters)



Helicópteros também foram usados no treinamento. (Foto: Chaiwat Subprasom/Reuters)


Policiais desceram de rapel do equipamento para simular uma ação. (Foto: Chaiwat Subprasom/Reuters)



PREMIÊ TAILANDESA ACEITA SE REUNIR COM LÍDER DOS PROTESTOS

A PRIMEIRA-MINISTRA ACEITOU OS PEDIDOS DO LÍDER DA OPOSIÇÃO POR UM ENCONTRO. PORÉM, YINGLUCK SHINAWATRA COLOCOU ALGUMAS CONDIÇÕES, COMO O FIM DAS MANIFESTAÇÕES




A primeira-ministra tailandesa viaja pelo norte do país e recebe apoio da população local. Ela aceitou se encontrar com o líder da oposição com algumas condiçõesFoto: Reuters

Aprimeira-ministra interina da Tailândia, Yingluck Shinawatra, disse nesta quinta-feira aceitar que aceita se reunir com o chefe dos protestos antigovernamentais, Suthep Thaugsuban, após semanas recusando o encontro. Porém, a primeira-ministra colocou várias condições, como o fim das manifestações.

Shinawatra, que está viajando pelo norte do país, disse que o diálogo terá que ser organizado dentro do marco constitucional e exigiu que, antes, os protestos terminem, e se completem as eleições parlamentares do dia 2 de fevereiro, que devem ser repetidas em várias circunscrições, segundo o grupo estatal de comunicação MCOT.

As declarações de Yingluck Shinawatra respondem às afirmações feitas, também nesta quinta-feira, pelo líder opositor, disposto a se reunir com a primeira-ministra do país. "É só me dizer o dia e a hora. Mas a conversa tem que ser tête-à-tête e transmitida ao vivo por todos os canais de televisão para que todos os tailandeses possam escutar o que se diz", disse Thaugsuban Suthep em um comício a seus seguidores em um dos acampamentos que mantêm na capital.

As manifestações na Tailândia estão acontecendo desde o final do ano passado quando um projeto de anistia foi aprovado permitindo que o ex-primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, entrasse no país como homem livre, mesmo depois de ter sido condenado à prisão por abuso de poder. Os manifestantes não querem que ele continue a exercer influência na política tailandesa e acusam a primeira-ministra Yingluck Shinawatra e sua família de corrupção em grande escala.

Os opositores do governo pedem reforma política com governo de transição.
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