sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Metodologia do Idiota Útil – Minorias oprimidas e os critérios relativistas

Por Roberto Lacerda Barricelli

idiotautilA cor da nossa pele, nosso gênero ou orientação sexual, não nos confere mais ou menos capacidade, são as nossas escolhas, nosso esforço e o caráter que faz de cada indivíduo melhor ou pior sucedido que outro. Se não há oportunidades, ora, crie uma oportunidade para si mesmo.
No Brasil o grande problema é o excesso de controle estatal sobre a vida dos cidadãos.  Intervenção estatal corrói a sociedade e destrói a economia, prejudicando principalmente aos mais pobres, que a esquerda diz “proteger”.
Há uma enorme catalogação dos indivíduos que compões a sociedade em dois grupos: opressores e oprimidos. Se você é rico (e isso inclui o trabalhador de classe média, para a esquerda), branco, hétero, empreendedor, etc, então você é opressor, agora, se for negro, pobre, gay e desempregado ou em subemprego, você é oprimido.
Mas e as distorções? Ora, e se você for rico, branco e gay? Rico, negro e gay? Pobre, branco e hétero? Pobre, negro e hétero? Mulher, rica e negra? Mulher, rica, negra e gay? E por aí vai. Bem, nesse caso, tudo dependerá a qual grupo ideológico você pertence, o que na verdade é o único critério realmente válido para a esquerda, sendo os demais meros disfarces.
Explico, no fim de tudo você pode ser negro, pobre, gay e ter um subemprego, que se você não for de esquerda, você não presta e é ainda pior que um “opressor”, chamar-lhe-ão de “traidor da causa”. Excluem-te de todos os grupos e classificações e te tratam como uma aberração, pois você representa o que eles mais detestam: o indivíduo.
O ódio ao indivíduo existe devido ao que este representa: individualidade, liberdade, propriedade sobre si mesmo, propriedade privada, mérito, livre iniciativa, livre expressão, etc, ou seja, tudo aquilo que a esquerda odeia pode ser encontrado no indivíduo. Por isso, a necessidade e o desespero em coletivizar tudo, pois precisam jogar o indivíduo na massa para que se torne parte dela.
Uma vez na massa, perde-se a individualidade e é muito mais fácil ser convencido, manipulado e doutrinado. Mas, antes de coletivizar é necessário separar em grupos menores e dar-lhes nomes. Após a categorização em grupo inicia-se a lavagem cerebral. Se essa lavagem cerebral der certo, então passa a ser parte da massa e é acolhido por uma das minorias oprimidas, se não der certo, então serás marginalizado e “expulso do grupo”.
Essa é a tarefa dos idiotas úteis: idiotizar outros. O que realmente importa não é se você é negro, pobre, mulher e/ou gay, mas que você esteja alinhado com o pensamento da esquerda. Um exemplo claro é o caso do falecido deputado Clodovil Hernandes, que propôs a redução do número de deputados na Câmara Legislativa, desburocratizações e batia de frente com essa turma que defende as “minorias oprimidas”, normalmente “ativistas” dos Direitos Humanos.
O falsos defensores coitadizam essas “minorias” e o pior é que estas vestem a carapuça e realmente se acham coitadinhas. Clodovil odiava essa coitadização dos indivíduos, achava hipócrita e expôs isso na Câmara. Inclusive, ao ser atacado por uma deputada e defensora fanática dessa teoria das “minorias oprimidas”, disse que o problema era ressentimento, pois ninguém ia querer alguém como ela.
Ofensas a parte, a resposta foi mais que merecida e a deputada foi chorar (literalmente) no ombro do presidente da Câmara, no meio da sessão, dizendo: “O deputado Clodovil me chamou de feia”. Igual uma criança cujo coleguinha diz “sua feia” e ela vai chorar no colo da mãe: “Mamãe, o Joãozinho me chamou de feia”.
Clodovil, que era gay, não gostava de gays que tentavam impor sua visão de mundo e suas vontades aos outros e depois pousavam de coitadinhos oprimidos. E nesse ponto que quero chegar, pois justamente um gay com esse perfil atacou o falecido deputado dizendo: “Clodovil era homofóbico”. Adivinhem quem disse isso! Claro, o deputado Jean Wyllys (PCdoB).
É como eu disse acima, não basta ser de uma “minoria oprimida”, tem que ser de esquerda, esse é o principal ponto. E se o esquerdista for homem, branco, rico, machista e hétero? Ora, então o partido lhe dá todas as honras e luta até que ele vire presidente do Brasil, podendo ser um filósofo, ou um ex-operário, tanto faz, desde que seja de esquerda.
Se for mulher, não feminista, branca, rica e (até onde sabemos) hétero? Ocorre o mesmo que com o homem. Se houver algo de “oprimido” na história dessas pessoas para que o partido possa explorar, melhor ainda. Seja a primeira presidente, ou um nordestino de origem miserável. Os idiotas úteis de plantão se deliciam com o discurso demagógico que envolve esses personagens e saem bradando com orgulho que não são preconceituosos, pois elegeram um nordestino e uma mulher.
Esses mesmos idiotas úteis chamam o presidente do Superior Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, de macaco traidor, pois mandou bandidos do partido para a cadeia. Como são desprovidos de racismo e preconceito esses coitadinhos, não é? Fosse Joaquim Barbosa do partido e livrasse os bandidos da cadeia, que então seria um herói e um negro acima de qualquer suspeita, para os idiotas úteis.
Essa é a face escondida do racismo dos próprios esquerdistas, mas que tentam disfarçar através do monopólio de todas as virtudes, se colocando como únicos defensores daqueles que (para eles) só prestam se forem de esquerda e do partido.

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