quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Luta organizada para empobrecer a classe média.



Ao invés de nivelar a sociedade puxando quem está embaixo para cima, estão querendo meter a mão na classe média. Trabalha-se até maio só para pagar impostos. 

Collor sabia que o dinheiro da poupança era todo da classe média. Não existe classe média opressora. Não existe classe média da "zelite". Classe média é quem trabalha, quem anda de carro popular, quem anda de metrô, ônibus... Os protestos não são contra os ricos, até porquê não vi ninguém protestando em bairros nobres, mas sim nos lugares onde impede-se trabalhadores de ir e vir.

ESTA É A NOVA CLASSE MÉDIA, DE ACORDO COM O PT


O governo está querendo empobrecer a verdadeira classe média, depois de elevar a "classe média" aqueles que continuam a morar em favelas. Quem vai a shopping center são os pobres, dos quais a classe média brasileira está incluída. Ou acham mesmo que quem ganha entre 2 e 7 mil no Brasil pode ser considerado rico, ou elite? Nos EUA a classe média (verdadeira) compra um carro por mêscom seu salário. Aqui precisariam de 5 meses.

A luta de classes, no Brasil, não é entre operários e patrões. É entre o Lumpenproletariat que Marx abominava e a maioria da população, especialmente a classe média, aí incluída uma boa parcela do operariado, se não ele todo.
Cada uma dessas facções tem seus aliados permanentes. A primeira tem, acima de tudo, o governo e os partidos de esquerda que o dominam. Aí mesclados, vêm logo os intelectuais acadêmicos e os estudantes universitários. Destes últimos, cinqüenta por cento, segundo um cálculo otimista (.http://blog.portalexamedeordem.com.br/blog/2012/11/pesquisador-conclui-que-mais-de-50-dos-universitarios-sao-analfabetos-funcionais/), são analfabetos funcionais.

Excluídos irremediavelmente da alta cultura, e não tendo a menor idéia de que são vítimas de si mesmos, encontram no ódio projetivo à sociedade o alívio de uma culpa recalcada no mais fundo do seu inconsciente. Sentem por isso uma afinidade instintiva com os bandidos, drogados, narcotraficantes, prostitutas, prostitutos e outros marginais.

A terceira faixa de aliados do Lumpen são as ongs, as fundações bilionárias e os organismos internacionais, que não cessam de nos impor leis e regulamentos que praticamente inviabilizam a ação da polícia e desarmam a população, a qual assim não tem meios de defender-se nem de ser defendida. 

Em seguida, vem a grande mídia, que, mesmo onde discorda do governo em algum ponto de seu específico interesse, não deixa de fazer eco passivo aos mesmos critérios de julgamento moral que orientam os governantes, aplaudindo, por exemplo, a senadora Benedita da Silva quando esta se debulha em lágrimas por um bandidinho estapeado e amarrado a um poste e não diz uma palavra quanto à menina queimada viva no Maranhão ou, mais genericamente, quanto aos setenta mil brasileiros assassinados por ano. 

O alto clero católico, por meio da CNBB, comunga dos sentimentos da senadora Benedita. Vêm, por fim, os patrões, os capitalistas, os burgueses. Estes não costumam pronunciar-se de viva voz nessas questões, mas, como aliados e colaboradores ao menos passivos do governo, dão sustentação econômica e psicológica à política pró-Lumpenproletariat.

A outra facção – o restante da população brasileira – encontra apoio em mais ou menos uma dúzia de jornalistas, radialistas e blogueiros execrados pelo restante da sua categoria profissional, entre os quais eu mesmo, o Reinaldo Azevedo, a Rachel Sheherazade, o Felipe Moura Brasil, o Rodrigo Constantino, a Graça Salgueiro. 

Tem também algum respaldo – tímido – nas polícias estaduais, em alguns púlpitos evangélicos isolados e em dois ou três parlamentares, como Jair Bolsonaro e Marcos Feliciano, que na Câmara Federal imitam João Batista pregando aos gafanhotos. E nenhum homem falou com tanta verdade e propriedade como João Batista.

E o dinheiro da classe média não vai para os extremamente pobres, pois o número de beneficiários do esmola-família cresce todos os dias: o dinheiro vai para o bolso dos nossos futuros ditadores.


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