quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

JN: Jornalismo para manobrar as massas


A covardia do Jornal Nacional


Hoje, pela primeira vez desde o início do massacre contra estudantes indefesos na Venezuela, o Jornal Nacional fez uma matéria um pouco mais longa, com correspondentes enviados aquele país. Uma matéria superficial, que fugiu o tempo inteiro de críticas ao governo assassino de Nicolas Maduro. Agora leiam, abaixo, como Willian Bonner terminou a matéria:


O Ministério das Relações Exteriores afirmou que a posição do Brasil sobre a situação na Venezuela é mesma manifestada pelo Mercosul, pela Unasul e pela Celac, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Esses blocos repudiam todo tipo de violência e intolerância que atentem contra a democracia. E rechaçam as ações criminosas de grupos violentos que querem disseminar a intolerância e o ódio no país.


O Jornal Nacional fugiu, covardemente, de dizer que o governo brasileiro está apoiando Nicolas Maduro, irrestritamente. É isto que consta das notas oficiais emitidas. A Globo escondeu a verdade dos seus telespectadores, pinçando apenas pedaços dos comunicados. Quem ouviu o texto acima, que não esteja informado, concluiu que os estudantes venezuelanos estão atentando contra a democracia, quando estão dando a vida por ela. Bonner e Poeta transformaram manifestações pacíficas em ações criminosas, quando a violência vem do Exército, das milícias chavistas e dos funcionários da PDVSA.


A Rede Globo nunca foi um modelo de jornalismo. Sempre colocou o comercial acima do informacional. Agora chegou ao fundo do poço. Em nome do faturamento estupendo com a Copa do Mundo e da venda de novelas ao chavismo passou a flertar com a repressão e a ditadura. Vergonhoso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário