quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ditadura bolivariana instalada na Venezuela tortura jovens presos

"..foi submetido a um espancamento selvagem por dias que incluiu um repertório de torturas: desde choques elétricos no pescoço, passando pela colocação de bolsas de ar na cabeça, até golpes com paus. E isso sem contar a tortura psicológica. Diziam a ele que estavam violentando a mim (mãe) e à irmã dele”



A denúncia é da ong Fórum Penal Venezuelano: o braço armado do chavismo dá tratamento cruel e desumano aos estudantes sequestrados, desde choques elétricos no pescoço até bolsas de ar na cabeça etc. Esse é o governo amigo de Lula e Dilma - ambos calados ante as atrocidades cometidas pelos companheiros. Calados, não: apoiam.
Sua mãe pede que a identidade de seu filho, e a dela, permaneça em anonimato por medo de sofrer represálias. Em 12 de fevereiro, enquanto ele voltava de um protesto convocado pela oposição ao governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que culminou em duas mortes, foi preso por agentes do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência). 


A família não sabia o seu paradeiro até 30 horas depois, quando foi apresentado diante de um tribunal. Ele foi, segundo ela, submetido a um espancamento selvagem que incluiu um repertório de torturas: desde choques elétricos no pescoço, passando pela colocação de bolsas de ar na cabeça, até golpes com paus. “E isso sem contar a tortura psicológica. Diziam a ele que estavam violentando a mim e à irmã dele”, diz ela, serena, mas comovida, quase a ponto de chorar.

Este jovem, estudante de direito na Universidade de Santa Maria, em Caracas, tem 23 anos e é neto de galegos. Como ele, outros dois cidadãos com nacionalidade espanhola foram barbaramente torturados por policiais e soldados venezuelanos por participarem das manifestações que desde o início de fevereiro mantêm a Venezuela parcialmente paralisada, segundo a organização defensora dos direitos humanos Fórum Penal Venezuelano.

O caso mais chocante é o de Juan Manuel Carrasco, também descendente de espanhóis, que de acordo com sua mãe Rebecca González foi violentado com o cano de uma arma. A Procuradoria Geral da República negou que durante a apresentação de Carrasco perante o tribunal essa versão era conhecida.
No total são 18 histórias de tortura conhecidas pela ONG. “Todos os detidos tiveram seu direito de defesa violado. Não é permitido que eles entrem em contato com seus advogados e são forçados a assinar um documento reconhecendo que, sim, foram atendidos por advogados”, denuncia o diretor da organização, Alfredo Romero.

A oposição política também quis aproveitar este tema para manter vivas as razões para o protesto. No sábado, durante seu discurso na última grande concentração daqueles que rejeitam o governo, o ex-candidato presidencial Henrique Capriles aproveitou esse momento para falar dos torturados. Ele citou o caso de um jovem que teve seu capacete partido na cabeça. Em sua opinião é óbvio que o governo de Maduro tenta cobrir essas denúncias. O relato do chavismo traz à tona a repressão que a ultraesquerda venezuelana sofreu durante a democracia partidária (1958-1998).

O Fórum Penal Venezuelano está ciente da morte de sete pessoas, a maioria delas após o tratamento cruel e desumano. É o caso de Geraldine Moreno, uma jovem assassinada em Valência, no Estado de Carabobo, ao receber uma salva de chumbo grosso no rosto. Mas o número de vítimas subiu para 11. No domingo, o presidente Nicolás Maduro acrescentou ao trágico balanço o nome de Danny Vargas no Estado andino de Táchira, a região onde o governo central reconheceu graves problemas na ordem pública. Vargas morreu em uma barricada de rua quando foi esfaqueado por uma pessoa que, de acordo com o líder venezuelano, havia sido humilhada por manifestantes da oposição. (Continua).

Ditadura bolivariana é o nome dado ao sistema comunista ditatorial de Cuba, adotado por Maduro, por Dilma e por todos os países socialistas da América latina, que tem por base a desestabilização social: dividir para conquistar, ou, se não tem uma revolução ou uma luta de classes, inventamos uma.

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