segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Deputado da oposição pede apuração e providências sobre repasses da Caixa e do BNDES ao MST

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Virou baderna – Líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE) pediu, nesta segunda-feira (24), explicações aos ministros da Fazenda e do Desenvolvimento, Guido Mantega e Mauro Borges Lemos, respectivamente, sobre supostos repasses feitos pelo BNDES e Caixa Econômica Federal a entidade ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O parlamentar encaminhou aos ministros requerimento de informação questionando se de fato foram destinados R$ 350 mil pelo BNDES e R$ 200 mil da Caixa à Associação Brasil Popular (Abrapo) e se a liberação dos recursos está embasada em estudo técnico.
Mendonça Filho, em conjunto com os demais partidos de oposição, também enviará, na terça-feira (25), ofício ao Ministério Público da União (MPU) pedindo apuração e providências sobre o uso desses recursos, que, segundo reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, foram aplicados em evento do MST que culminou em manifestação violenta da organização duas semanas atrás, em Brasília, com 32 policiais feridos.
Nos requerimentos, o deputado democrata explica que a ligação entre a Abrapo e o MST é evidente, já que o número da conta corrente da Associação aparece na página do MST na internet como destino de depósito para assinaturas de publicações do Movimento.
“Julgamos fundamental esclarecer se houve participação, ainda que indireta, do BNDES em evento tão violento, que além de vidas, colocou em risco patrimônio do povo brasileiro, com a tentativa invasão do prédio do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto. Empresa pública como o BNDES, que tem como principal fonte recursos créditos subsidiados do Tesouro, jamais poderia apoiar eventos lamentáveis como esse. O mesmo digo da Caixa que tem 100% do capital detido pelo Tesouro”, atesta Mendonça Filho.
O requerimento de informação é um instrumento de fiscalização do Congresso previsto na Constituição Federal e a autoridade tem até trinta dias para responder os questionamentos feitos pelo parlamentar.

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