sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A INACREDITÁVEL DESFAÇATEZ DE SEIS MINISTROS DO SUPREMO

site: Tribuna da internet

Carlos Newton
Desculpem insistir no assunto, mas é impressionante a desfaçatez dos membros do Supremo que decidiram absolver José Dirceu por formação de quadrilha. Parodiando Ruy Barbosa, poderíamos dizer, sem medo de errar, que até as paredes do tribunal sabem que Dirceu chefiava não somente a Casa Civil, como também o esquema de suborno de deputados e senadores, que virou um verdadeiro festival, porque até parlamentares do próprio PT também recebiam propinas, como acontecia com o deputado João Paulo Cunha, conforme ficou provado no inquérito e no julgamento.
Há exceções na formação de quadrilha, claro. No que se refere a um parlamentar qualquer, que recebia propina para votar a favor do governo, realmente poder-se-ia alegar que ele não fazia parte da quadrilha, estava apenas sendo corrompido pela organização criminosa.
Mas José Dirceu (poderoso chefão), José Genoino (presidente do PT), Delúbio Soares (tesoureiro do partido), Marcos Valério e seus sócios (operadores do esquema), Henrique Pizzolato (diretor do Banco do Brasil e contribuinte)?
Sem a mínima dúvida, trata-se  de uma sofisticada quadrilha, uma organização criminosa de alto nível, formada para favorecer os propósitos do governo mediante corrupção e suborno. Simples assim.
FALSOS “JURISTAS”
E esses ministros do Supremo, que não conseguiram enxergam formação de quadrilha e que sofregamente se precipitaram, divulgando antecipadamente o teor de seus votos, o que pensar deles?
Alguns até tinham uma certa biografia, mas outros entraram pela janela do apadrinhamento. E devemos sempre repetir, para que não caia no esquecimento, que um deles, Dias Toffoli, chegou ao Supremo depois de reprovado em concurso para juiz, vejam a que ponto chegamos.
Só falta agora o governo do PT nomear um bacharel que nem tenha passado no exame da Ordem. Afinal, pode-se acreditar em tudo, porque o notório saber jurídico já faz tempo que foi desprezado. O que se sepultou nesse episódio foi a apenas reputação ilibada, a única exigência que ainda permanecia.
SEM MEDO DO RIDÍCULO
Como chegaram à conclusão de que essa organização criminosa que subornava parlamentares não era uma quadrilha?  Seus argumentos, exibidos pela televisão, são pífios e constrangedores.
Esses ministros parecem não ter medo do ridículo. Sua firmeza em defender o inaceitável mostra que não se preocupam com os parentes, com os amigos, como os vizinhos, com os próprios funcionários do Supremo.
Realmente, não se importam com suas “biografias” e não estão nem aí para o que as outras pessoas vão pensar deles?
Eles podem não ter vergonha, mas muita gente ficou envergonhada com a atitude deles.

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